Canadá impõe tarifas de até 50% sobre produtos dos EUA
O governo canadense começou a aplicar tarifas retaliatórias de 15%, 25% e 50% sobre CAD 27,6 bilhões em produtos dos EUA, valor idêntico ao das tarifas de 50% que os EUA aplicaram sobre bens canadenses desde 22 de agosto.
Pontos principais
- As tarifas canadenses são de 15%, 25% ou 50%, "espelhadas" das tarifas dos EUA aplicadas sob as Seções 338 e 232 da lei comercial americana.
- A medida entrou em vigor às 00h01 desta terça-feira, 8 de setembro.
- O valor total tarifado, CAD 27,6 bilhões, é idêntico ao que os EUA tarifaram em bens canadenses a partir de 22 de agosto, numa resposta que o Ministério das Finanças do Canadá chama de "dólar por dólar".
- Setores atingidos incluem aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose e eletrônicos.
- Ficam isentos produtos dos EUA que já estavam em trânsito para o Canadá no momento em que a medida entrou em vigor.
- Só são tarifadas mercadorias consideradas de origem americana pelas regras de marcação de país do acordo CUSMA.
- O primeiro-ministro Mark Carney busca fortalecer a posição de negociação do Canadá frente a Donald Trump.
- A retaliação deve impactar exportadores americanos em estados estratégicos como Michigan e Ohio.
O governo do Canadá oficializou nesta terça-feira (8 de setembro) a aplicação de tarifas retaliatórias sobre CAD 27,6 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos, com taxas de 15%, 25% e 50% espelhadas das tarifas americanas impostas sob as Seções 338 e 232 da lei comercial dos EUA, segundo comunicado do Ministério das Finanças do Canadá. O valor é idêntico ao das tarifas de 50% que o governo de Donald Trump aplicou sobre CAD 27,6 bilhões em bens canadenses a partir de 22 de agosto, o que o documento descreve como uma resposta dólar por dólar. A medida marca uma escalada significativa na guerra comercial entre os dois países e amplia a disputa diplomática e econômica entre as nações vizinhas. De acordo com o texto do ministério, só são tarifadas mercadorias consideradas de origem americana pelas regras de marcação de país do CUSMA, e produtos já em trânsito para o Canadá no momento em que a medida entrou em vigor ficam isentos. Analistas observam que o confronto representa um teste crítico para a capacidade do Canadá em resistir às pressões comerciais da administração Trump. A estratégia canadense visa forçar uma renegociação sob termos mais favoráveis, embora o cenário de incerteza continue a preocupar mercados globais que dependem da estabilidade comercial entre os dois países.
