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Canadá suspende negociações e Trump impõe tarifas de 50% a produtos

Após o colapso das negociações comerciais, o governo Trump aplicou taxas de 50% sobre bens canadenses, provocando retaliações de Ottawa.

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Foto: G1 - Economia
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23/08 às 07:15, atualizado 18:32

Pontos principais

  • O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, suspendeu as negociações comerciais com os EUA após divergências de última hora.
  • O governo Trump impôs tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos importados do Canadá.
  • As medidas americanas atingem itens como aço, alumínio, automóveis, vestuário e compensados.
  • O Canadá anunciou retaliações equivalentes a partir de 8 de setembro, focadas em aço, laticínios e eletrônicos.
  • Divergências incluíram exigências americanas sobre acordos com terceiros países e proteções culturais ao Quebec.
  • O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que Washington havia proposto reduções tarifárias antes do impasse.
  • Donald Trump criticou a postura canadense via Truth Social, acusando o país de buscar benefícios sem compromissos.
  • O embaixador canadense Mark Wiseman comparou o fracasso das negociações a uma quebra de contrato em transações imobiliárias.
  • Analistas alertam que o conflito pode elevar preços ao consumidor americano antes das eleições de meio de mandato.
  • O governo dos EUA advertiu que o Canadá enfrentará um impacto econômico devastador caso a guerra comercial persista.

O cenário comercial entre Estados Unidos e Canadá deteriorou-se rapidamente após o colapso das negociações bilaterais, levando o presidente Donald Trump a impor tarifas de 50% sobre uma vasta gama de produtos canadenses. A decisão, que afeta cerca de US$ 20 bilhões em importações, foi uma resposta direta à interrupção das conversas anunciada pelo primeiro-ministro Mark Carney. O governo americano justificou a medida alegando que o Canadá buscava vantagens comerciais sem assumir responsabilidades recíprocas, enquanto Ottawa classificou as exigências de Washington como inaceitáveis.

Os pontos de atrito que inviabilizaram o acordo foram variados e complexos, abrangendo desde disputas sobre o tratamento tarifário de veículos pesados até exigências americanas relacionadas a acordos comerciais com terceiros países. Questões internas canadenses, como a proteção cultural e linguística da província de Quebec, também foram citadas como entraves significativos. O embaixador do Canadá nos EUA, Mark Wiseman, descreveu a frustração de seu país comparando o processo a uma negociação imobiliária onde os termos finais divergiam drasticamente do que havia sido prometido inicialmente.

Em resposta à ofensiva de Washington, o governo canadense confirmou que implementará medidas de retaliação equivalentes a partir de 8 de setembro. A lista de produtos sujeitos a taxas de retaliação inclui aço, laticínios, eletrodomésticos e eletrônicos. O presidente Donald Trump utilizou a rede Truth Social para reiterar sua posição, afirmando que o Canadá não sairia vitorioso de uma guerra comercial e alertando para um impacto econômico devastador caso o país vizinho mantivesse a postura de confronto.

A escalada da tensão gera preocupações sobre o impacto inflacionário para os consumidores americanos, especialmente com a proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Enquanto o governo Trump mantém uma postura rígida, o mercado financeiro reagiu com volatilidade, refletindo a incerteza sobre a duração e a profundidade dessa disputa. Até o momento, não há novas rodadas de negociações previstas entre as duas nações, deixando o comércio bilateral em um estado de incerteza sem precedentes.

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