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Ajuste fiscal mal planejado pode levar Brasil à recessão em 2027

O economista Felipe Salto alerta que a combinação de juros elevados e um ajuste fiscal ineficiente ameaça a estabilidade econômica brasileira.

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Foto: Brazil Journal
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17/08 às 23:45 · atualizado 18/08 às 07:33

Pontos principais

  • Felipe Salto projeta risco de recessão em 2027 caso o próximo governo falhe na estratégia de ajuste fiscal.
  • A política monetária restritiva atual já causa desaceleração na atividade econômica do país.
  • Estudo do BTG Pactual indica que o impulso fiscal doméstico é o principal motor da alta nos juros longos.
  • A taxa neutra de longo prazo subiu, exigindo uma política monetária mais rigorosa para conter a demanda.
  • A dívida bruta brasileira avançou de 75% para 81% do PIB desde 2020, pressionando o prêmio de risco.

O economista Felipe Salto alertou que um ajuste fiscal mal calibrado pelo próximo governo pode conduzir o Brasil a um cenário de recessão em 2027. O diagnóstico aponta que a atual política monetária restritiva já reflete na desaceleração da economia, tornando o equilíbrio entre o controle de gastos e a confiança dos investidores um desafio crítico. Salto defende que um pacote de medidas fiscais seja apresentado ainda durante o período de transição para mitigar incertezas.

Complementando esse cenário, análises do BTG Pactual indicam que o impulso fiscal interno responde por 63% da alta nos juros de dez anos. O aumento da taxa neutra, impulsionado pela demanda aquecida e pela trajetória da dívida pública, projeta juros estruturalmente mais altos. Especialistas reforçam que, embora uma consolidação fiscal robusta seja essencial para reduzir os juros longos, o retorno aos patamares pré-pandemia permanece improvável.

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