Ajuste fiscal mal planejado pode levar Brasil à recessão em 2027
O economista Felipe Salto alerta que a combinação de juros elevados e um ajuste fiscal ineficiente ameaça a estabilidade econômica brasileira.
Pontos principais
- Felipe Salto projeta risco de recessão em 2027 caso o próximo governo falhe na estratégia de ajuste fiscal.
- A política monetária restritiva atual já causa desaceleração na atividade econômica do país.
- Estudo do BTG Pactual indica que o impulso fiscal doméstico é o principal motor da alta nos juros longos.
- A taxa neutra de longo prazo subiu, exigindo uma política monetária mais rigorosa para conter a demanda.
- A dívida bruta brasileira avançou de 75% para 81% do PIB desde 2020, pressionando o prêmio de risco.
O economista Felipe Salto alertou que um ajuste fiscal mal calibrado pelo próximo governo pode conduzir o Brasil a um cenário de recessão em 2027. O diagnóstico aponta que a atual política monetária restritiva já reflete na desaceleração da economia, tornando o equilíbrio entre o controle de gastos e a confiança dos investidores um desafio crítico. Salto defende que um pacote de medidas fiscais seja apresentado ainda durante o período de transição para mitigar incertezas.
Complementando esse cenário, análises do BTG Pactual indicam que o impulso fiscal interno responde por 63% da alta nos juros de dez anos. O aumento da taxa neutra, impulsionado pela demanda aquecida e pela trajetória da dívida pública, projeta juros estruturalmente mais altos. Especialistas reforçam que, embora uma consolidação fiscal robusta seja essencial para reduzir os juros longos, o retorno aos patamares pré-pandemia permanece improvável.
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