Bruno Serra projeta perda de atratividade das NTN-Bs com queda da inflação
O gestor Bruno Serra recomenda migrar para títulos prefixados e indexados à Selic, antecipando uma desaceleração econômica e a redução do IPCA.
Pontos principais
- Bruno Serra prevê queda acentuada do IPCA nos próximos meses, o que deve limitar o rendimento real das NTN-Bs.
- O gestor sugere priorizar títulos prefixados e atrelados à Selic para capturar o cenário de desaceleração.
- A projeção aponta para um crescimento do PIB abaixo de 1% em 2027, dificultando uma retomada rápida.
- O endividamento das famílias e a escassez de vetores de crescimento são apontados como entraves estruturais.
- A estratégia considera a expectativa de novos cortes na taxa Selic pelo Copom nas próximas reuniões.
- Riscos geopolíticos envolvendo o petróleo e a incerteza fiscal pós-eleições compõem o cenário de cautela do gestor.
O gestor Bruno Serra defende uma mudança na alocação de portfólios de renda fixa, alertando que a trajetória de queda da inflação brasileira deve reduzir o prêmio das NTN-Bs, títulos indexados ao IPCA. Segundo o analista, o cenário macroeconômico aponta para uma desaceleração econômica persistente, com estimativas de crescimento do PIB abaixo de 1% para 2027, pressionada pelo alto endividamento das famílias e pela falta de novos motores de expansão. Diante disso, a recomendação é migrar para ativos prefixados e indexados à Selic, antecipando que o Banco Central continuará o ciclo de cortes nos juros básicos.
O posicionamento de Serra ocorre em um momento de incerteza global, marcado pela volatilidade do petróleo e pela política monetária do Federal Reserve sob a gestão de Kevin Warsh. Embora o mercado americano mantenha cautela e sinalize estabilidade nos juros, a pressão inflacionária externa e a valorização do dólar impõem desafios adicionais à política monetária brasileira. Para o gestor, a combinação de inflação local em queda e o cenário externo complexo exige uma gestão ativa, focada em proteger o capital contra a volatilidade fiscal e os riscos geopolíticos que podem impactar a curva de juros futura.
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