A inadimplência do Banco do Brasil tem sido um ponto de atenção, com a taxa de atrasos acima de 90 dias atingindo 5,17% no quarto trimestre de 2025, um aumento em relação aos 3,16% do ano anterior. Um evento notável foi um calote de R$ 3,6 bilhões por uma única empresa, que, embora regularizado e cedido a terceiros em janeiro de 2026, destacou a vulnerabilidade do banco à concentração de crédito. O principal fator por trás do aumento da inadimplência é o agronegócio, setor no qual o Banco do Brasil é o maior financiador, respondendo por quase metade do crédito concedido. A carteira agropecuária representava R$ 406,1 bilhões em dezembro de 2025, equivalente a 31,3% da carteira total do banco. Dificuldades no campo, como eventos climáticos adversos, aumento do endividamento dos produtores e juros elevados, levaram a uma piora na qualidade do crédito rural, com a inadimplência no agro chegando a 6,1% no quarto trimestre de 2025. Esse contexto se reflete no aumento das recuperações judiciais no agronegócio, que apresenta o maior índice proporcional entre os setores no Brasil.