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Anatel autoriza Vivo a manter sistema de bloqueio de chamadas spam

Agência reguladora rejeitou alegações de práticas anticoncorrenciais e estuda padronizar o bloqueio automático em todo o setor de telefonia.

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Foto: G1 - Economia
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14/08 às 13:02 · atualizado 15/08 às 00:33

Pontos principais

  • A Anatel concluiu que o sistema Vivo Anti-spam não viola as regras do setor de telecomunicações.
  • Operadoras rivais, incluindo a TIM, questionaram a ferramenta por possíveis bloqueios indevidos e barreiras à concorrência.
  • A Vivo deverá aumentar a transparência sobre os critérios de filtragem e funcionamento do serviço em seu site.
  • A agência avalia tornar o modelo de bloqueio automático um padrão para todas as operadoras no Brasil.
  • Novas soluções de filtragem no setor deverão seguir princípios de auditabilidade, proporcionalidade e tratamento isonômico.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu pela legalidade do serviço Vivo Anti-spam, indeferindo pedidos de operadoras concorrentes que apontavam práticas anticoncorrenciais. A Superintendência de Competição da agência concluiu que a ferramenta não fere as normas do setor, destacando que a possibilidade de o usuário desativar o serviço preserva a liberdade de escolha do consumidor. O órgão regulador determinou, contudo, que a Vivo garanta maior transparência sobre os critérios técnicos utilizados para a filtragem das chamadas.

O caso envolveu questionamentos de empresas como TIM, Algar Telecom, IDT Telecom e Adyl Telecom, que alegavam que o bloqueio automático poderia impedir o recebimento de chamadas legítimas e criar barreiras competitivas. Em resposta, a Anatel recomendou que os parâmetros de filtragem adotados pela Vivo sirvam como referência para o restante do mercado. A agência agora estuda padronizar o bloqueio de chamadas indesejadas em todo o setor, estabelecendo diretrizes de auditabilidade e tratamento isonômico para qualquer operadora que deseje implementar tecnologias similares de proteção ao consumidor contra golpes e abusos.

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