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Khamenei nomeia Mohsen Rezaei para chefiar Conselho de Segurança do Irã

O líder supremo do Irã promoveu mudanças em postos estratégicos de segurança em meio a divisões internas sobre a condução da guerra e negociações com os EUA.

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Foto: Times Brasil
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09/08 às 18:15 · atualizado 10/08 às 02:31

Pontos principais

  • Mohsen Rezaei foi nomeado para liderar o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
  • A mudança ocorre em um momento de divergências internas entre a ala do presidente Masoud Pezeshkian e setores da Guarda Revolucionária.
  • O governo iraniano sinalizou avanço em negociações com Omã sobre a regulação do tráfego no Estreito de Ormuz.
  • Mohammad Bagher Zolghadr deixou o cargo de segurança e foi nomeado conselheiro político.
  • Teerã condicionou a reabertura plena do Estreito de Ormuz ao fim da guerra e à retirada de forças militares americanas da região.
  • O país enfrenta pressão econômica contínua sob a administração do presidente Donald Trump.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, realizou uma reestruturação em postos estratégicos de defesa e política, nomeando Mohsen Rezaei como o novo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A movimentação ocorre em um cenário de divisões internas no governo iraniano, onde a ala do presidente Masoud Pezeshkian busca alternativas para aliviar a pressão econômica, enquanto setores da linha-dura, ligados à Guarda Revolucionária, rejeitam concessões em meio ao conflito contra Israel e os Estados Unidos. A substituição de Mohammad Bagher Zolghadr, que agora assume como conselheiro político, reflete a necessidade de alinhar a estratégia de segurança do país diante da instabilidade regional.

Paralelamente às mudanças internas, o Irã declarou estar em negociações avançadas com Omã para regular o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Contudo, a posição oficial iraniana permanece atrelada a exigências rígidas, condicionando a normalização da navegação na rota estratégica ao encerramento permanente das hostilidades e à retirada das forças militares americanas da região. A reestruturação reflete a tentativa de Teerã de equilibrar a pressão diplomática e econômica exercida pelo governo de Donald Trump com a manutenção de sua postura militar no Golfo.

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