O Irã autorizou a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, apesar do bloqueio geral, enquanto o novo líder supremo defende a manutenção do fechamento como instrumento de pressão e ameaça barrar nações alinhadas aos EUA.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez suas primeiras declarações públicas desde que assumiu o cargo, prometendo vingança contra Israel e Estados Unidos pelos "mártires" e anunciando ataques a bases militares americanas no Oriente Médio. Ele afirmou que o Estreito de Ormuz, rota crucial para 25% do petróleo mundial, permaneceria fechado como instrumento de pressão, impactando os mercados globais. Em complemento a essa postura, o Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio de seu porta-voz Esmaeil Baghaei, declarou que o país exige que navios se coordenem com sua marinha para transitar pelo Estreito de Ormuz, enfatizando a importância vital da segurança da passagem para o Irã e a região. Além disso, o aiatolá prometeu cobrar indenizações pelos prejuízos econômicos da guerra e, se necessário, confiscar ou destruir bens dos adversários. A mensagem foi transmitida por uma emissora estatal de televisão.
Contrariando a postura de bloqueio total, o vice-ministro das Relações Exteriores, Majid Takht Ravanchi, confirmou que o Irã autorizou a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz. Ravanchi enfatizou que a via marítima permanece efetivamente fechada durante a guerra com os Estados Unidos e Israel, mas o Irã cooperou com pedidos de permissão de alguns países. Ele ressaltou que nações que se uniram à agressão não devem se beneficiar da passagem segura e negou o uso de minas no estreito, explicando que o Irã busca evitar ser forçado a outra guerra. Após a morte do aiatolá Ali Khamenei em um ataque, o Irã respondeu atacando interesses israelenses e americanos na região, afirmando agir em legítima defesa e que bases americanas seriam alvos legítimos em caso de agressão.
Em uma declaração que contraria a posição do líder supremo, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que o Irã não fechará o Estreito de Ormuz, mas ressaltou o direito do país de preservar a segurança da principal rota de navegação. Iravani reiterou o compromisso do Irã com a liberdade de navegação sob a lei do mar e atribuiu a situação atual na região às ações desestabilizadoras dos Estados Unidos, mencionando comentários sobre a possível escolta de embarcações pela Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz. Essa divergência de declarações indica uma possível complexidade na política externa iraniana em relação ao estreito.
Khamenei defendeu as ofensivas iranianas contra os EUA e Israel, apesar da pressão de países vizinhos, e agradeceu aos "combatentes da Frente de Resistência", incluindo Hezbollah, Hamas, Iêmen e Iraque, descrevendo-os como amigos do Irã. Ele também alertou que os EUA seriam "altamente vulneráveis" devido à falta de experiência na região e recomendou que os países da região fechem bases militares que apoiam os "agressores". As declarações de Khamenei ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que as forças americanas "derrubaram" a liderança do Irã duas vezes. A incerteza sobre o fornecimento global de energia, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, fez com que os preços do petróleo voltassem a subir acima de US$100 por barril.
Em um desenvolvimento recente, uma fonte do governo indiano afirmou que o Irã permitirá o trânsito de navios-tanque de bandeira indiana pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para 40% das importações de petróleo bruto da Índia. A Índia, terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, teve três conversas entre ministros das Relações Exteriores focadas na segurança marítima e energética. Um navio-tanque com bandeira da Libéria, transportando petróleo saudita para a Bharat Petroleum Corp, chegou a Mumbai após transitar pelo Estreito, sendo o primeiro a cruzar a passagem desde o início da guerra entre Irã, EUA e Israel. Apesar disso, uma fonte iraniana fora do país negou um acordo formal, e o Ministério das Relações Exteriores do Irã culpou os Estados Unidos pela situação de insegurança na navegação no Golfo Pérsico, mantendo a situação fluida e com pouca clareza sobre as instruções internas iranianas.
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