O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Irã com um ultimato de 48 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz, sob ameaça de 'inferno'. A declaração eleva o tom da crise, que já havia sido marcada por ameaças de Trump de que o Irã poderia ser 'aniquilado em 1 dia' e ter sua infraestrutura destruída 'em uma única noite'. O Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã em retaliação a ataques conjuntos de EUA e Israel, iniciados em 28 de fevereiro, e seu fechamento, por onde passa 20% do petróleo global, tem causado aumento do preço do barril e instabilidade nos mercados internacionais.
Em resposta às ameaças, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que mais de 14 milhões de iranianos se voluntariaram para se sacrificar pelo país, reiterando seu próprio compromisso. O governo iraniano também convocou jovens para formar 'correntes humanas' para proteger usinas de energia de possíveis ataques, enquanto o porta-voz das Forças Armadas, Ibrahim Zulfiqari, ameaçou destruir a 'entidade sionista' e prometeu uma resposta 'decisiva e final' aos EUA. A situação interna do Irã é complexa, com o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, inconsciente e sob tratamento médico em Qom após ser ferido em um ataque aéreo, levantando questões sobre o controle do país pela Guarda Revolucionária Islâmica.
As ameaças de Trump, que incluem a possibilidade de eliminar a civilização persa e mandar o Irã 'de volta à idade da pedra', foram classificadas por especialistas em direito internacional como crimes de genocídio e guerra, violando o direito internacional e a Carta da ONU. Trump, por sua vez, chamou os líderes iranianos de 'animais' e justificou suas declarações alegando que o regime iraniano matou mais de 45.000 pessoas no último mês. Ele também sugeriu que a população iraniana deseja a continuidade dos ataques para ter sua infraestrutura destruída em troca de liberdade.
Internacionalmente, a crise gera divisões. Trump tem pressionado aliados a agir contra o Irã, chegando a chamar membros da Otan de 'covardes' por sua cautela. Enquanto o Reino Unido busca uma solução diplomática, reunindo 40 nações para debater uma ação coordenada, líderes europeus como Alemanha e França condicionam qualquer ação à cessação dos combates. A crise adiciona tensão política interna para Trump, com as eleições de meio de mandato se aproximando em 5 de novembro.
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