Trump ameaça Irã com destruição e prazo final para acordo
Donald Trump, presidente dos EUA, reiterou ultimato ao Irã para aceitar um acordo até 7 de abril, ameaçando o país com destruição e a aniquilação de sua infraestrutura caso as condições não sejam aceitas.
Pontos principais
- Donald Trump, presidente dos EUA, estabeleceu um prazo final para o Irã aceitar um acordo até 7 de abril, às 21h (horário de Brasília).
- Trump ameaçou que o Irã pode ser destruído em menos de um dia e ter suas usinas e pontes aniquiladas em uma única noite.
- O presidente dos EUA afirmou que os iranianos aceitam bombardeios em troca de liberdade e chamou líderes iranianos de "animais".
- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, indicou que Washington intensificará os ataques antes do prazo final.
- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que 14 milhões de iranianos se voluntariaram para 'sacrificar suas vidas' pelo país.
- Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, estaria inconsciente e sob tratamento médico em Qom, segundo o jornal The Times.
- Khamenei, através de mensagem lida na TV estatal, anunciou uma "nova fase" na gestão do Estreito de Ormuz e prometeu vingança pela morte de seu pai.
- Trump criticou o Irã pela gestão na reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que o país está fazendo um "trabalho muito ruim" e possivelmente cobrando taxas de navios-tanque.
- O Estreito de Ormuz, rota crucial para 20% do petróleo mundial, estava quase paralisado, com apenas seis navios passando nas últimas 24 horas, em comparação com os 140 habituais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças contra o Irã, estabelecendo um ultimato para que o país aceite um acordo até as 21h (horário de Brasília) de 7 de abril. Trump afirmou que, caso o Irã não ceda às condições, poderá ser destruído em menos de um dia, com a aniquilação de todas as suas usinas e pontes em uma única noite. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, corroborou a postura, indicando que Washington intensificará os ataques antes do prazo final.
Em declarações à imprensa, Trump sugeriu que a população iraniana estaria disposta a ter sua infraestrutura destruída em troca de liberdade, chegando a afirmar que os iranianos "querem ouvir bombas porque querem ser livres". Ele também chamou os líderes iranianos de "animais" e justificou a retórica ao mencionar que o regime teria matado mais de 45.000 pessoas no último mês, incluindo manifestantes. A reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo, é uma das principais exigências dos EUA, com Trump criticando a gestão iraniana da passagem, que estaria quase paralisada.
Em resposta às ameaças, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que 14 milhões de iranianos se voluntariaram para 'sacrificar suas vidas' pelo país, demonstrando uma postura de desafio e unidade nacional. Paralelamente, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria inconsciente e sob tratamento médico em Qom, segundo informações do jornal The Times, baseadas em avaliações de inteligência dos EUA e Israel. A suposta incapacidade de Mojtaba levanta questões sobre o controle do país pela Guarda Revolucionária Islâmica.
Apesar de seu estado de saúde, Mojtaba Khamenei, por meio de uma mensagem lida na TV estatal iraniana, anunciou uma "nova fase" na gestão do Estreito de Ormuz e prometeu vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, o ex-líder supremo. Ele afirmou que o Irã não busca guerra, mas exigirá compensações de Estados Unidos e Israel por danos e vítimas de confrontos recentes. A mobilização popular é vista como um elemento chave de pressão nas negociações diplomáticas e fortalecimento da posição iraniana.
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