Janja pede bloqueio do Discord no Brasil após sanção de lei
A primeira-dama defendeu a suspensão da plataforma por falhas na proteção de menores, e a AGU prepara ação civil pública contra a empresa.
Pontos principais
- Janja da Silva solicitou o bloqueio imediato do Discord durante cerimônia de sanção de lei contra violência sexual infantil.
- O governo acusa a plataforma de descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente e não colaborar com investigações.
- A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que entrará com uma ação civil pública para buscar a medida judicial.
- A plataforma é citada em investigações como as operações 'Lívia' e 'Rede Interrompida', que apuram abusos contra menores.
Durante a cerimônia de sanção de uma lei que amplia punições para crimes de violência sexual contra menores, a primeira-dama Janja da Silva defendeu o bloqueio imediato do Discord no Brasil. A declaração ocorreu após a citação de casos graves, incluindo a indução ao suicídio de uma adolescente de 13 anos dentro da plataforma. Em resposta, o advogado-geral da União, Jorge Messias, confirmou que o órgão iniciará uma ação civil pública contra a empresa, alegando descumprimento sistemático das leis de proteção à infância e falta de colaboração com autoridades em investigações de crimes digitais. A medida reflete a crescente pressão do governo federal sobre plataformas digitais em relação à segurança de crianças e adolescentes, especialmente após a identificação de redes de abuso e intimidação que utilizam o ambiente do aplicativo para operar.
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