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Comissão Europeia acusa Temu de obstruir investigação sobre subsídios

A varejista chinesa é acusada de não cooperar com autoridades europeias durante inspeção em sua sede em Dublin realizada em dezembro de 2025.

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Foto: G1 - Economia
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31/07 às 08:03 · atualizado 10:33

Pontos principais

  • A Comissão Europeia alega que a Temu falhou em fornecer informações cruciais durante uma busca em sua sede na Irlanda.
  • A investigação apura se a empresa recebeu subsídios estatais chineses que distorcem a concorrência no mercado europeu.
  • O processo é conduzido sob o Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia.
  • A empresa nega as irregularidades e afirma que financia suas operações europeias com recursos próprios.
  • A falta de colaboração pode resultar em multas de até 1% do faturamento anual da companhia.

A Comissão Europeia formalizou acusações contra a plataforma de comércio eletrônico Temu por obstrução durante uma inspeção realizada em sua sede em Dublin, em dezembro de 2025. A ação faz parte de uma investigação mais ampla sobre o possível recebimento de subsídios estrangeiros pela varejista, prática que, segundo o bloco, pode conferir vantagens competitivas desleais no mercado europeu. As autoridades alegam que a empresa não cooperou adequadamente com a entrega de informações solicitadas durante o procedimento de busca e apreensão. Em resposta, a Temu negou as acusações, sustentando que opera com recursos próprios e que tem colaborado com os reguladores. Caso a obstrução seja confirmada, a empresa poderá enfrentar sanções financeiras severas, incluindo multas que podem atingir 1% de seu faturamento anual global, em um momento de crescente escrutínio da União Europeia sobre plataformas chinesas.

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