A União Europeia, desde sua concepção, busca a integração econômica e política entre seus membros. Nos últimos anos, o bloco tem se deparado com um ambiente de segurança alterado no leste europeu, especialmente após a guerra da Ucrânia e os ataques híbridos da Rússia. Isso levou a uma priorização urgente da segurança e das capacidades defensivas do flanco leste, com oito países da UE (Suécia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária) emitindo uma declaração conjunta em dezembro de 2025, classificando a Rússia como a ameaça mais significativa à segurança regional. A declaração enfatizou a necessidade de fortalecer as capacidades de defesa da UE, a segurança das fronteiras e o preparo para crises, citando operações híbridas e atos de sabotagem russos.
Simultaneamente, a UE esteve envolvida em longas negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul, que se estenderam por mais de 25 anos. Apesar das resistências de alguns países, como França e Irlanda, devido a preocupações com o impacto no setor agrícola, o Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas em dezembro de 2025. Em janeiro de 2026, o Conselho Europeu confirmou a aprovação do acordo, abrindo caminho para sua assinatura e a criação da maior zona de livre comércio do mundo. A Itália, inicialmente relutante, teve um papel decisivo ao sinalizar apoio após a Comissão Europeia propor a liberação de 45 bilhões de euros para agricultores. A aprovação do acordo UE-Mercosul foi amplamente comemorada por líderes e políticos, destacando a importância estratégica e econômica do pacto.