Quem é
Amanda Brandão Paes Armelau, conhecida como Índia Armelau, nasceu em Manaus (AM) em 20 de janeiro de 1988. É ex-nadadora profissional, formada em Educação Física em 2011, com pós-graduações em Educação Física Escolar pela Uerj, em treinamento de força e em esportes aquáticos. Segundo a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o apelido vem da infância e da origem familiar, e ela não se declara indígena. No TSE, a cor/raça registrada é indígena.
Trajetória
Começou a nadar aos 9 anos no Atlético Rio Negro, em Manaus. Aos 13, foi descoberta por Eurico Miranda, então presidente do Vasco, e se mudou para o Rio de Janeiro para competir pelo clube. Foi vice-campeã brasileira absoluta e ficou em 8º lugar na Copa do Mundo de natação, ambos em 2005, e encerrou a carreira de atleta em 2008. Ganhou visibilidade política pelas redes sociais, onde defende posições conservadoras e princípios cristãos, e se filiou ao PL.
Mandato na Alerj
Foi eleita deputada estadual em 2022 pelo PL, com 57.582 votos, e tomou posse em fevereiro de 2023. Na legislatura 2023-2027 é 1ª vogal (suplente 1) da Mesa Diretora e integra as comissões de Segurança Pública, Combate às Discriminações, Esporte e Lazer e Defesa dos Direitos da Mulher. Foi relatora da CPI sobre violência cibernética contra mulheres e da comissão especial de combate à desordem urbana.
É autora da Lei 10.260/2023, que criou um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica. Com Pedro Brazão, atribui-se a ela a lei que incluiu policiais penais no Segurança Presente, e com Rodrigo Amorim, o programa Prajás, de assistência jurídica gratuita a agentes de segurança pública.
Eleição de 2026
Candidata à reeleição pelo PL, recebeu 248.504 votos, o 1º lugar entre os 1.107 candidatos a deputado estadual com voto válido no Rio de Janeiro, a maior votação do estado para o cargo. Foi eleita por quociente partidário (QP). Em 2022 tinha tido 57.582 votos. O município em que mais teve votos foi o Rio de Janeiro, com 145.509, segundo o g1.
Bandeiras e propostas
Pelo perfil na Alerj, defende a família, os direitos das pessoas com deficiência, o fomento ao esporte e mais segurança pública. Declara-se contra a "ideologia de gênero" nas escolas, contra a censura e contra o sistema de cotas raciais.
Polêmicas
No primeiro mandato, apresentou projeto que obrigava espaços de uso coletivo a ter banheiros e vestiários universais para pessoas trans não redesignadas e não binárias. Deputados da oposição o criticaram como retrocesso; a autora disse que buscava garantir privacidade a esse público e proteger as mulheres nos banheiros convencionais. Segundo O Globo (5/10/2026), ela foi alvo de investigação do Ministério Público por suspeita de rachadinha e negou as acusações.
