A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD acelerou as discussões e estratégias entre os partidos de direita. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, consolidou-se como um polo alternativo da direita fora do núcleo da família Bolsonaro, abrigando nomes como Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite para a disputa presidencial. Este cenário estimulou legendas médias a manterem distância de uma definição antecipada de palanques presidenciais e atraiu partidos que não desejavam se comprometer imediatamente com o bolsonarismo.
Diante dessa fragmentação, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expressou preocupação com a dispersão do campo conservador, o que poderia enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. Para contrapor essa tendência, o PL iniciou uma ofensiva para atrair Romeu Zema, visando dois objetivos principais: sinalizar disposição para compor com nomes fora do bolsonarismo mais radical, apresentando Flávio Bolsonaro como uma versão mais moderada, e realizar um gesto político em um estado estratégico como Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. A associação com o governador mineiro poderia reduzir resistências do empresariado e da centro-direita à candidatura de Flávio Bolsonaro e garantir um palanque no estado. No entanto, aliados de Zema afirmaram que ele manteria sua pré-candidatura à Presidência, rechaçando a possibilidade de ser vice.