Hedge funds dobram exposição a títulos do Tesouro americano desde 2023
A exposição bruta de grandes hedge funds a títulos do Tesouro americano chegou a US$ 4 trilhões em setembro de 2025, e pesquisadores do Federal Reserve veem potencial para estresse sistêmico pela alavancagem.
Pontos principais
- Exposição bruta dos grandes hedge funds a Treasuries: US$ 4,0 trilhões em setembro de 2025, sendo US$ 2,4 trilhões comprados e US$ 1,6 trilhão vendidos.
- Participação dos hedge funds nos Treasuries em poder do setor privado: de cerca de 4,5% no início de 2023 para 8,5% (valor de mercado).
- Hedge funds passaram a deter mais Treasuries que fundos mútuos e bancos depositários americanos.
- Basis trade: cerca de US$ 830 bilhões, quase o dobro do pico de início de 2020 e 35% das posições compradas.
- Arbitragem de swap spread: cerca de US$ 305 bilhões, ou 13% das posições compradas. Juntas, as duas estratégias respondem por quase metade delas.
- Financiamento via repo: US$ 3,0 trilhões. Os 50 maiores fundos concentram cerca de 90% da exposição bruta, ante 84% no início de 2023.
- Em abril de 2025, cerca de US$ 60 bilhões em swap spread foram desfeitos, e mais US$ 40 bilhões em maio. Participantes do mercado disseram que essas saídas provavelmente agravaram a tensão nos Treasuries, mas os pesquisadores não estabelecem essa causalidade.
- As estimativas dos pesquisadores são aproximações a partir do Form PF, que não traz posições por operação. Estimativas do basis trade de outras fontes diferem em nível.
Grandes hedge funds dobraram desde 2023 a exposição bruta a títulos do Tesouro americano, que chegou a US$ 4,0 trilhões em setembro de 2025, segundo pesquisadores do Federal Reserve. A participação desses fundos nos Treasuries em poder do setor privado subiu de cerca de 4,5% para 8,5%, perto do maior nível desde 2013.
O basis trade, que combina títulos à vista e futuros, somava cerca de US$ 830 bilhões, ou 35% das posições compradas, e a arbitragem de swap spread, US$ 305 bilhões. Os 50 maiores fundos concentram cerca de 90% da exposição bruta. As estimativas são aproximações a partir do Form PF, que não traz posições por operação.
Os pesquisadores não fazem recomendações regulatórias. Eles afirmam que a combinação de escala, concentração e alavancagem cria potencial para estresse sistêmico, e propõem a decomposição como ferramenta de monitoramento.
