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Hedge funds dobram exposição a títulos do Tesouro americano desde 2023

A exposição bruta de grandes hedge funds a títulos do Tesouro americano chegou a US$ 4 trilhões em setembro de 2025, e pesquisadores do Federal Reserve veem potencial para estresse sistêmico pela alavancagem.

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Foto: InfoMoney
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21/10 às 07:31, atualizado 12:32

Pontos principais

  • Exposição bruta dos grandes hedge funds a Treasuries: US$ 4,0 trilhões em setembro de 2025, sendo US$ 2,4 trilhões comprados e US$ 1,6 trilhão vendidos.
  • Participação dos hedge funds nos Treasuries em poder do setor privado: de cerca de 4,5% no início de 2023 para 8,5% (valor de mercado).
  • Hedge funds passaram a deter mais Treasuries que fundos mútuos e bancos depositários americanos.
  • Basis trade: cerca de US$ 830 bilhões, quase o dobro do pico de início de 2020 e 35% das posições compradas.
  • Arbitragem de swap spread: cerca de US$ 305 bilhões, ou 13% das posições compradas. Juntas, as duas estratégias respondem por quase metade delas.
  • Financiamento via repo: US$ 3,0 trilhões. Os 50 maiores fundos concentram cerca de 90% da exposição bruta, ante 84% no início de 2023.
  • Em abril de 2025, cerca de US$ 60 bilhões em swap spread foram desfeitos, e mais US$ 40 bilhões em maio. Participantes do mercado disseram que essas saídas provavelmente agravaram a tensão nos Treasuries, mas os pesquisadores não estabelecem essa causalidade.
  • As estimativas dos pesquisadores são aproximações a partir do Form PF, que não traz posições por operação. Estimativas do basis trade de outras fontes diferem em nível.

Grandes hedge funds dobraram desde 2023 a exposição bruta a títulos do Tesouro americano, que chegou a US$ 4,0 trilhões em setembro de 2025, segundo pesquisadores do Federal Reserve. A participação desses fundos nos Treasuries em poder do setor privado subiu de cerca de 4,5% para 8,5%, perto do maior nível desde 2013.

O basis trade, que combina títulos à vista e futuros, somava cerca de US$ 830 bilhões, ou 35% das posições compradas, e a arbitragem de swap spread, US$ 305 bilhões. Os 50 maiores fundos concentram cerca de 90% da exposição bruta. As estimativas são aproximações a partir do Form PF, que não traz posições por operação.

Os pesquisadores não fazem recomendações regulatórias. Eles afirmam que a combinação de escala, concentração e alavancagem cria potencial para estresse sistêmico, e propõem a decomposição como ferramenta de monitoramento.

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