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Lula pede ao TSE abrir seus sigilos desde que Flávio Bolsonaro abra os dele

Lula pediu ao TSE a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seis familiares, condicionada a que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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21/10 às 06:45, atualizado 10:33

Pontos principais

  • Na petição de Lula ao TSE, juntada aos autos em 20/10, ele pede a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico seus e de seis familiares, relativos aos últimos oito anos.
  • A liberação é condicionada a que Flávio Bolsonaro adote a mesma providência em relação a si e a Jair, Rogéria, Carlos, Eduardo, Jair Renan e Fernanda Bolsonaro.
  • Lula pede que os dados sejam divulgados no DivulgaCandContas ou em outro sítio de acesso público antes de quarta-feira, 21/10.
  • O pedido alcança as pessoas jurídicas em que os candidatos são sócios ou administradores; Lula cita a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual é sócio não administrador.
  • Para Flávio, Lula cita quatro empresas brasileiras, entre elas a Bolsonaro Digital Ltda., e a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira (Portugal).
  • Lula cita apuração da Polícia Federal divulgada pela imprensa segundo a qual Flávio figuraria como “usuário master” da conta da Alcazar Holdings.
  • No X, em 19/10, Lula deu a Flávio uma semana para abrir o sigilo.
  • Lula fundamenta o pedido no art. 14, § 9º da Constituição, que trata da probidade administrativa e da moralidade para o exercício de mandato.

No debate presidencial da Rede Bandeirantes, em 19/10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou o adversário Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário e telefônico. Repetiu o desafio em entrevista coletiva em Porto Alegre, no dia seguinte, e em 20/10 levou o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. A campanha de Flávio Bolsonaro informou que pretende ignorar o desafio.

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