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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações de corrupção em debate na Band

O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcado por ataques pessoais, menções a familiares e acusações mútuas de corrupção.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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18/10 às 22:15, atualizado 19/10 às 00:31

Pontos principais

  • O debate ocorreu no domingo, 18 de outubro de 2026, nos estúdios da Band.
  • Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre Roberta Luchsinger e supostas irregularidades no Banco Master.
  • O senador citou um áudio de Daniel Vorcaro que mencionaria R$ 30 milhões destinados ao Instituto Lula.
  • Lula rebateu as acusações afirmando que o caso Roberta Luchsinger é objeto de investigação da Polícia Federal.
  • O presidente chamou Flávio Bolsonaro de 'malandro carioca' durante o confronto direto.
  • Flávio Bolsonaro propôs a criação de um Ministério da Prosperidade e a compra de dívidas bancárias das famílias.
  • Lula defendeu a continuidade de políticas sociais, a valorização do salário mínimo e a PEC da Segurança Pública.
  • O GATE foi acionado para inspecionar o carro de Flávio Bolsonaro após suspeita de bomba no local.
  • Flávio Bolsonaro deixou a emissora no veículo do governador Tarcísio de Freitas após o incidente.

O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado pela Band no último domingo (18), foi marcado por um clima de alta tensão e trocas de acusações de corrupção entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Durante os blocos de confronto direto, o candidato do PL questionou o atual mandatário sobre a relação de Roberta Luchsinger com o filho do presidente e sobre movimentações financeiras envolvendo o Banco Master, que somariam R$ 134 milhões. Flávio Bolsonaro também mencionou a existência de um áudio de Daniel Vorcaro que, segundo ele, conteria evidências de um repasse de R$ 30 milhões ao Instituto Lula, promessa que o senador afirmou que seria detalhada em suas redes sociais.

Em resposta, o presidente Lula refutou as insinuações e declarou que o caso envolvendo Roberta Luchsinger já é matéria de apuração pela Polícia Federal. O petista utilizou o termo "malandro carioca" para se referir ao adversário, o que levou Flávio Bolsonaro a manifestar solidariedade aos moradores do Rio de Janeiro em sua réplica. O embate também abrangeu propostas de governo, com o senador defendendo a criação de um Ministério da Prosperidade e a compra de dívidas de famílias pelo governo, enquanto Lula enfatizou a manutenção de políticas sociais, a valorização do salário mínimo e a aprovação da PEC da Segurança Pública.

O evento foi encerrado sob um incidente de segurança, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado para inspecionar o veículo de Flávio Bolsonaro devido a uma suspeita de bomba nos estúdios da emissora. Enquanto a polícia realizava a verificação, o senador deixou o local no carro do governador Tarcísio de Freitas. O debate, que também tocou em temas como saúde, com a proposta de Flávio de convidar Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde, foi criticado por analistas pela falta de aprofundamento técnico, priorizando ataques pessoais que geraram repercussão imediata nas redes sociais.

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