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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em último debate antes do 2º turno

Candidatos à presidência debateram propostas e trocaram ofensas pessoais em confronto na TV Globo nesta sexta-feira, a dois dias da votação.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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23/10 às 22:45, atualizado 24/10 às 09:01

Pontos principais

  • O debate foi realizado na noite de sexta-feira (23) e mediado pelo jornalista César Tralli.
  • Lula defendeu as políticas sociais de seu governo e questionou o adversário sobre o SUS.
  • Flávio Bolsonaro criticou a gestão econômica atual e propôs endurecimento na segurança pública.
  • Propostas de Flávio incluem redução da maioridade penal para 14 anos e castração química para estupradores.
  • O confronto foi marcado por ataques pessoais, incluindo ofensas sobre a integridade física de Lula.
  • Lula associou o senador a milícias e questionou sua atuação em casos de violência policial.
  • Ambos os candidatos mencionaram investigações envolvendo aliados e o caso Banco Master.
  • Checagens da Agência Lupa apontaram que ambos citaram informações falsas ou fora de contexto.
  • O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ocorre neste domingo (25).

O último debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), foi marcado por um tom agressivo e trocas constantes de acusações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto o atual presidente buscou enfatizar as políticas sociais de sua gestão e questionar o adversário sobre melhorias no SUS e licença-maternidade, o candidato do PL focou em críticas à economia e propostas de endurecimento na segurança pública, como a redução da maioridade penal para 14 anos.

O confronto escalou para ofensas pessoais, com Flávio Bolsonaro utilizando termos pejorativos para se referir ao presidente, enquanto Lula rebateu associando o senador a milícias e questionando sua postura em casos de violência policial. Os candidatos também discutiram modelos econômicos, divergindo sobre a política de ajuste fiscal e mencionando investigações judiciais envolvendo aliados de ambos os lados, incluindo o caso Banco Master.

Durante a transmissão, mediada por César Tralli, a Agência Lupa realizou checagens em tempo real e apontou que ambos os presidenciáveis apresentaram declarações falsas, exageradas ou fora de contexto. Entre os pontos verificados, foram classificados como falsos tanto o dado citado por Lula sobre o superávit comercial quanto a declaração de Flávio Bolsonaro ao rotular o petista como "pai do Tigrinho".

Este foi o último encontro televisionado entre os dois postulantes ao cargo antes da votação definitiva. O segundo turno das eleições ocorre neste domingo (25), encerrando a disputa que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto.

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