Trump suspende sanções contra a Rússia previstas na Lei Lindsey O. Graham
O presidente Donald Trump assinou ordem executiva que dispensa sanções e tarifas contra a Rússia, citando o interesse nacional dos Estados Unidos.
Pontos principais
- A ordem executiva de 16 de outubro de 2026 suspende a aplicação de sanções previstas na Lei Lindsey O. Graham de 2026.
- A medida dispensa tarifas de até 500% sobre bens russos e penalidades para grandes compradores de petróleo e gás do país.
- O presidente Donald Trump justificou a decisão ao Congresso como sendo do interesse nacional dos Estados Unidos.
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a suspensão, afirmando que a medida encoraja ataques russos.
- A decisão ocorre semanas antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva em 16 de outubro de 2026 que suspende a aplicação de novas sanções e tarifas contra a Rússia. A medida, fundamentada na seção 115 da Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã, sancionada em setembro, interrompe a implementação de tarifas que chegariam a 500% sobre bens russos, além de penalidades específicas para os cinco maiores compradores de petróleo e gás da Rússia e facilitadores de evasão de sanções. Em documento enviado ao Congresso, o presidente certificou que a dispensa é do interesse nacional dos Estados Unidos.
A decisão gerou críticas imediatas do governo ucraniano. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a medida é um erro estratégico que ajuda os russos e encoraja o governo de Vladimir Putin a manter as ofensivas militares. Internamente, a decisão também foi contestada pelo deputado americano Don Beyer, que classificou o ato como uma traição aos parceiros ucranianos. Por outro lado, o enviado russo Kirill Dmitriev celebrou a suspensão, descrevendo-a como um passo importante para a cooperação econômica entre Moscou e Washington, em um movimento que antecede as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
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