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Senado dos EUA aprova sanções contra países que compram energia russa

Nova legislação autoriza tarifas sobre nações que financiam a guerra na Ucrânia através da importação de petróleo e gás da Rússia.

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Foto: Global News CA World
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07/08 às 16:01 · atualizado 20:02

Pontos principais

  • O projeto foi aprovado no Senado americano com 86 votos a favor e 11 contra.
  • A medida autoriza o presidente Donald Trump a aplicar tarifas de até 100% sobre importadores de combustíveis russos.
  • Países que importam menos de 15% de seu gás natural da Rússia e demonstram redução nas compras possuem exceções.
  • A iniciativa visa restringir o financiamento da economia russa e pressionar o esforço de guerra na Ucrânia.
  • O texto segue para análise da Câmara dos Representantes em setembro.

O Senado dos Estados Unidos aprovou, por ampla maioria, um projeto de lei bipartidário que estabelece sanções severas contra países que mantêm relações comerciais de energia com a Rússia. A medida, batizada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham, busca enfraquecer o financiamento da guerra na Ucrânia ao penalizar nações que continuam importando petróleo, gás e outros produtos russos. O texto autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas de até 100% sobre produtos de países que compram combustíveis russos, focando especialmente nos maiores importadores globais, como China e Índia. A proposta também amplia sanções contra autoridades, oligarcas e instituições financeiras russas, além de incluir medidas contra o Irã. Embora o Brasil não seja mencionado nominalmente, a dependência brasileira do diesel russo gera incertezas sobre possíveis impactos comerciais caso a medida seja sancionada. O projeto agora segue para votação na Câmara dos Representantes, prevista para setembro. A iniciativa ocorre em um momento de intensificação da pressão diplomática no Capitólio, reforçada por recentes visitas de autoridades ucranianas, e conta com o apoio sinalizado pelo governo Trump para endurecer a postura econômica contra Moscou.

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