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Rússia intensifica ofensiva na Ucrânia após Trump suspender sanções

O governo russo avançou no leste ucraniano um dia após Donald Trump dispensar, por ordem executiva, sanções e tarifas previstas em lei contra a Rússia.

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Foto: Folha de S.Paulo
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17/10 às 11:15, atualizado 12:31

Pontos principais

  • Em ordem executiva de 16 de outubro, Trump dispensou a aplicação de sanções e tarifas previstas na Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã, sancionada em 18 de setembro.
  • A dispensa também cobre as tarifas que Trump fixou na mesma ordem: 500% sobre bens russos, 100% contra os cinco maiores compradores de petróleo e gás russos que façam novas compras a partir de 18 de outubro, e 100% contra os cinco maiores facilitadores da evasão de sanções ao petróleo russo.
  • A dispensa não tem prazo: vale até que Trump ou o secretário de Estado determine o contrário.
  • Ficam de fora as sanções da emergência nacional que Trump manteve em 24 de março de 2026 contra atividades nocivas do governo russo, inclusive contra as pessoas sancionadas com base nela.
  • Trump enviou ao Congresso a certificação de que a dispensa atende ao interesse nacional dos EUA.
  • Forças russas registraram avanço significativo no leste da Ucrânia logo após a medida.

A Rússia intensificou sua ofensiva militar no leste da Ucrânia apenas um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dispensar a aplicação de sanções e tarifas contra Moscou. O movimento no campo de batalha marca uma escalada no conflito que perdura desde fevereiro de 2022, e levanta preocupações sobre o efeito da flexibilização das restrições econômicas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou publicamente a decisão de Washington pelas redes sociais. Segundo ele, a dispensa retira a pressão internacional sobre Moscou e incentiva Vladimir Putin a manter e ampliar os ataques contra o território ucraniano. O governo da Ucrânia defende a manutenção de medidas rigorosas para conter o avanço das tropas russas na região.

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