Trump sugere novo líder para Ucrânia após críticas de Zelensky a acordo de diesel
O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a liderança de Volodymyr Zelensky após o ucraniano criticar a suspensão de sanções americanas ao diesel russo.
Pontos principais
- Donald Trump afirmou que é hora de a Ucrânia ter um novo presidente em resposta às críticas de Zelensky.
- O governo dos EUA suspendeu sanções às exportações de diesel da Rússia até abril de 2027.
- Zelensky classificou o acordo como um financiamento direto para a continuidade da guerra russa.
- Trump justificou a medida como uma estratégia para conter a inflação de combustíveis nos EUA.
- A Ucrânia condicionou a interrupção de ataques a refinarias russas ao fim dos bombardeios de Moscou à sua rede elétrica.
- EUA ameaçaram bloquear o fornecimento de armas e inteligência para pressionar Kiev a cessar ataques a refinarias.
- Zelensky sinalizou disposição para realizar eleições na Ucrânia em troca de um cessar-fogo total de 60 dias.
- A União Europeia expressou preocupação com o alívio das sanções, enquanto o Reino Unido reiterou apoio a Zelensky.
- A Rússia intensificou ataques aéreos contra Kiev após o anúncio da suspensão das sanções americanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente que a Ucrânia necessita de uma nova liderança, intensificando a pressão sobre o presidente Volodymyr Zelensky. A declaração ocorreu após Zelensky criticar duramente um acordo firmado entre Washington e Moscou que suspende, até abril de 2027, as sanções impostas às exportações de diesel russo. Segundo o líder ucraniano, a medida americana funciona como um investimento direto na capacidade bélica russa, permitindo que o Kremlin financie novos ataques contra cidades e infraestruturas civis na Ucrânia.
Trump defendeu a decisão como uma estratégia necessária para mitigar a inflação de combustíveis nos Estados Unidos, visando estabilizar os preços antes das eleições de meio de mandato. O governo americano, por sua vez, tem exercido pressão sobre Kiev para que interrompa os ataques de drones contra refinarias de petróleo russas, ameaçando restringir o fornecimento de armas e o compartilhamento de inteligência militar caso a Ucrânia não cesse as operações contra a infraestrutura energética da Rússia.
Em resposta às exigências de Washington, Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a desescalar as ações contra refinarias russas, mas condicionou qualquer cessar-fogo energético ao fim imediato dos bombardeios de Moscou contra a rede elétrica ucraniana. O presidente da Ucrânia chegou a sinalizar a possibilidade de realizar novas eleições no país, desde que a Rússia aceite um cessar-fogo total com duração de 60 dias, uma proposta que ainda aguarda desdobramentos diplomáticos.
A movimentação de Trump gerou reações distintas entre os aliados ocidentais. Enquanto a União Europeia manifestou preocupação com o alívio das sanções, temendo que a medida enfraqueça a pressão econômica sobre o Kremlin, o Reino Unido reafirmou seu compromisso com a soberania ucraniana. Apesar do anúncio de um suposto cessar-fogo energético feito por Trump, a realidade no terreno permanece tensa, com relatos de novos ataques aéreos russos contra a capital ucraniana, Kiev, logo após a oficialização da isenção das sanções pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
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