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Zelensky critica EUA por estender isenção de sanções à Rússia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky criticou a decisão dos EUA de estender a isenção de sanções à Rússia, afirmando que o alívio financia a guerra.

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Foto: G1 Mundo
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19/04 às 08:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Zelensky condenou a extensão da isenção de sanções à Rússia pelos Estados Unidos.
  • Os EUA justificaram a medida como forma de aliviar a crise de energia global, agravada pelo conflito EUA-Israel e Irã.
  • Zelensky declarou que o alívio das sanções ao petróleo russo equivale a "dinheiro para a guerra", financiando ataques contra a Ucrânia.
  • A Ucrânia registrou mais de 2.360 ataques de drones, 1.320 bombas aéreas e quase 60 mísseis apenas nesta semana.
  • Um bombardeio em Chernihiv, norte da Ucrânia, matou um adolescente de 16 anos e feriu quatro pessoas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou forte condenação à decisão dos Estados Unidos de estender a isenção de sanções à Rússia. A medida, que permite certas transações financeiras e comerciais com Moscou, foi justificada por Washington como um esforço necessário para mitigar a crise energética global, exacerbada significativamente pelo conflito em andamento entre EUA-Israel e Irã, que impactou os mercados de petróleo e gás. Zelensky afirmou que cada dólar pago pelo combustível russo financia a guerra e os ataques contra seu país, estimando que o alívio das sanções representa US$ 10 bilhões que se transformam em agressões contra a Ucrânia.

A posição de Zelensky reflete a preocupação da Ucrânia de que qualquer alívio nas sanções possa enfraquecer a pressão internacional sobre a Rússia. A Ucrânia tem enfrentado intensa ofensiva, registrando mais de 2.360 ataques de drones, 1.320 bombas aéreas e quase 60 mísseis apenas nesta semana, incluindo um bombardeio em Chernihiv que resultou na morte de um adolescente. A extensão da isenção destaca o delicado equilíbrio que os EUA buscam entre manter a pressão sobre a Rússia e estabilizar a economia global, especialmente no setor de energia, impactado pela guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz.

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