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Legacy Capital projeta vitória de Flávio Bolsonaro com 80% de probabilidade

Gestora mantém favoritismo do candidato da oposição no segundo turno, apesar do estreitamento da disputa apontado por pesquisas recentes de institutos como Datafolha e CNT/MDA.

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Foto: G1 Política
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16/10 às 07:15, atualizado 12:32

Pontos principais

  • A Legacy Capital projeta uma vantagem superior a 4 pontos percentuais para Flávio Bolsonaro no cenário-base.
  • A estimativa da gestora considera a transferência histórica de votos de candidatos de direita eliminados.
  • Pesquisas recentes, como Datafolha e CNT/MDA, indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula.
  • Dados do Datafolha mostram Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos.
  • A Legacy critica a metodologia de ajuste de abstenção utilizada pelos institutos de pesquisa.
  • Leonardo De Paoli, sócio da Legacy, afirma que o eleitorado está consolidado e a reversão é improvável.
  • O segundo turno das eleições presidenciais brasileiras está marcado para o dia 25 de outubro.

A gestora Legacy Capital avalia que a probabilidade de vitória do candidato Flávio Bolsonaro permanece superior a 80% no segundo turno das eleições presidenciais. Em sua carta mensal de setembro, a instituição projeta uma vantagem superior a 4 pontos percentuais para a oposição, baseando-se no histórico de transferência de votos de pleitos anteriores, onde cerca de 70% dos eleitores de candidatos de direita eliminados migraram para o finalista do mesmo espectro político.

O cenário projetado pela Legacy contrasta com o estreitamento da disputa registrado por institutos de pesquisa. Levantamentos recentes do Datafolha e da CNT/MDA apontam um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o candidato do PL oscilando numericamente à frente. A gestora, contudo, questiona a metodologia de ajuste de abstenção aplicada pelos institutos, argumentando que as correções adotadas prejudicam a comparabilidade dos dados e podem conter um viés favorável ao atual presidente.

Segundo Leonardo De Paoli, sócio da Legacy, o eleitorado brasileiro encontra-se consolidado nesta reta final de campanha. Para o analista, uma reversão do quadro atual exigiria uma ocorrência grave envolvendo o candidato da oposição ou uma movimentação atípica no comparecimento às urnas por parte dos eleitores de Lula. O pleito decisivo está agendado para o próximo dia 25 de outubro.

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