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Eleitores vão às urnas neste domingo para o segundo turno presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 neste domingo (25).

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Foto: G1 Política
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23/10 às 08:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • O segundo turno das eleições presidenciais ocorre neste domingo, dia 25 de outubro.
  • A disputa final é entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
  • No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.
  • Pesquisas recentes, como Vox Brasil, Ipespe/Abrapel e Datafolha, apontam um cenário de empate técnico entre os candidatos.
  • O eleitorado apto a votar soma aproximadamente 158,7 milhões de brasileiros.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trabalha para reduzir a abstenção, que atingiu 21,08% no primeiro turno.
  • A migração de votos de candidatos derrotados no primeiro turno e a mobilização de indecisos são consideradas decisivas.
  • Especialistas apontam que a apuração no Nordeste e o comportamento do eleitorado não alinhado serão fundamentais para o resultado.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta repercussões negativas após vídeos polêmicos de aliados no Nordeste.
  • O debate econômico, incluindo a recente discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, marcou a reta final da campanha.

O Brasil define neste domingo, dia 25, o próximo presidente da República em um segundo turno marcado por um cenário de alta competitividade. A disputa coloca frente a frente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro. O pleito ocorre após uma campanha intensa, onde ambos os candidatos buscaram consolidar suas bases e atrair os eleitores que optaram por outras alternativas no primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista.

Diversos institutos de pesquisa, incluindo Vox Brasil, Ipespe/Abrapel e Datafolha, indicam que a eleição está em um patamar de empate técnico, dentro da margem de erro. Enquanto a campanha de Lula aposta em um crescimento no Nordeste e em Minas Gerais para reverter a desvantagem, a equipe de Flávio Bolsonaro monitora a mobilização de eleitores insatisfeitos com o atual governo. A reta final foi marcada por debates acalorados e pela repercussão de temas como a proposta de fim da escala de trabalho 6x1, que gerou amplo debate público sobre qualidade de vida e impacto econômico.

O desafio logístico e democrático para o Tribunal Superior Eleitoral é a redução da abstenção, que alcançou 21,08% no primeiro turno. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, reforçou a importância da participação popular para garantir a legitimidade do processo. Analistas políticos destacam que, em um cenário tão apertado, a migração de eleitores que votaram em branco, nulo ou em candidatos eliminados será o fator determinante para definir quem ocupará o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.

Além da mobilização nacional, episódios pontuais influenciaram o clima eleitoral nos últimos dias. A campanha de Flávio Bolsonaro precisou lidar com críticas a vídeos gravados pelo deputado Nikolas Ferreira no Nordeste, que foram utilizados por adversários para alegar desrespeito ao eleitorado da região. Paralelamente, o desempenho dos candidatos em recortes específicos, como o eleitorado feminino, católicos e evangélicos, tem sido monitorado de perto pelas coordenações de campanha como termômetro para as últimas horas antes da abertura das urnas.

Com cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, a expectativa é de uma apuração tensa e prolongada. Especialistas como o cientista político Rodrigo Mahlmeister enfatizam que a vitória dependerá da capacidade de cada candidato em conquistar votos do adversário, mais do que apenas mobilizar o próprio eleitorado. O resultado final, que deve ser conhecido ainda na noite de domingo, encerrará um dos ciclos eleitorais mais disputados da história recente do país.

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