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Datafolha aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no 2º turno

Pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, evidenciando um cenário de empate técnico na disputa presidencial.

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Foto: Times Brasil
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15/10 às 21:15, atualizado 23:01

Pontos principais

  • Levantamento do Datafolha ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios entre os dias 13 e 14 de outubro.
  • Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) registra 51% contra 49% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
  • A margem de erro da pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-00466/2026, é de dois pontos percentuais.
  • Nos votos totais, Flávio oscilou de 49% para 47%, enquanto Lula manteve 45% das intenções de voto.
  • A rejeição de Lula é de 46%, enquanto a de Flávio Bolsonaro atinge 44% do eleitorado.
  • A avaliação do governo Lula aponta 41% de ruim ou péssimo e 35% de ótimo ou bom.
  • O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro de 2026.

A disputa pela Presidência da República em 2026 atingiu um novo patamar de equilíbrio, conforme aponta a mais recente pesquisa Datafolha. O levantamento, realizado entre os dias 13 e 14 de outubro com 2.520 eleitores, indica um empate técnico entre o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos votos válidos, Flávio aparece com 51% das intenções, enquanto Lula soma 49%, situando-se dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Em reação aos números, Flávio Bolsonaro afirmou durante transmissão ao vivo que acredita possuir uma vantagem superior à indicada pelo instituto, reforçando suas propostas de segurança pública, como a redução da maioridade penal e penas mais rígidas para crimes envolvendo celulares. O candidato também buscou tranquilizar o eleitorado sobre a manutenção e o reajuste do Bolsa Família, rebatendo críticas de seus opositores sobre possíveis cortes em programas sociais caso vença o pleito.

Por outro lado, o presidente Lula assumiu a responsabilidade pelo desempenho eleitoral no primeiro turno, atribuindo as dificuldades a falhas na comunicação das ações de seu governo. Em sabatina, o petista defendeu a redução da maioridade penal para crimes hediondos e cobrou a apuração de denúncias contra integrantes do Judiciário. O governo também prepara medidas econômicas, incluindo a renegociação de dívidas antigas e o reajuste do Bolsa Família, na tentativa de reverter o cenário desfavorável antes da votação final.

Analistas políticos observam que a aproximação entre os candidatos acendeu um alerta nas campanhas, elevando a importância dos debates televisivos na reta final. Com a eleição marcada para o dia 25 de outubro, a disputa depende agora da conquista de cerca de 1,2 milhão de votos, considerando a manutenção dos índices de abstenção e votos brancos ou nulos observados no primeiro turno.

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