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Indecisos dobram na reta final e colocam campanha de Flávio Bolsonaro em alerta

O aumento de eleitores indecisos na pesquisa Quaest gera preocupação na campanha de Flávio Bolsonaro a poucos dias do segundo turno presidencial.

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Foto: Times Brasil
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22/10 às 06:15, atualizado 15:32

Pontos principais

  • O percentual de eleitores indecisos na modalidade espontânea subiu de 7% para 14% na pesquisa Quaest.
  • Cientistas políticos apontam que a oscilação representa um sinal de alerta para a estratégia do senador.
  • Flávio Bolsonaro mantém vantagem numérica em diversos levantamentos, mas dentro da margem de erro.
  • A campanha de Lula intensificou o foco em beneficiários do Bolsa Família para reverter a desvantagem.
  • A rejeição de Lula caiu de 53% para 47%, enquanto a de Flávio Bolsonaro recuou de 54% para 52%.
  • O debate na TV Globo, marcado para esta sexta-feira, é visto como momento decisivo para ambos os lados.
  • Grupos como jovens, mulheres de baixa renda e moradores do Sudeste são considerados decisivos nesta fase.
  • Estratégias de comunicação digital e impulsionamento online seguem como foco central das duas campanhas.
  • Pesquisas recentes, como Indexa/Broadcast e PoderData, confirmam o cenário de disputa acirrada e empate técnico.

A reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 apresenta um cenário de incerteza, com a duplicação do número de eleitores indecisos na modalidade espontânea, conforme apontado pela pesquisa Quaest divulgada nesta semana. O movimento, que elevou o índice de indecisos de 7% para 14%, é interpretado por analistas como um sinal de alerta para a campanha do senador Flávio Bolsonaro, que lidera numericamente a disputa, mas enfrenta um estreitamento na margem de vantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O cientista político Murilo Medeiros avalia que a mudança no comportamento do eleitorado está diretamente ligada à estratégia adotada pela campanha petista. Ao questionar as propostas de Flávio Bolsonaro e associá-las a riscos para programas sociais, Lula conseguiu reduzir sua rejeição de 53% para 47% em uma semana. Esse movimento de recuperação, somado à estagnação da rejeição do adversário, cria um ambiente de empate técnico que torna o resultado das urnas imprevisível para o próximo domingo.

Para tentar reverter o quadro, a campanha de Lula intensificou a busca por votos entre beneficiários do Bolsa Família, utilizando mensagens que destacam o reajuste do benefício e críticas ao histórico do senador. Paralelamente, o presidente tem adotado medidas de impacto, como o apoio à redução da maioridade penal e propostas voltadas ao alívio de dívidas de pequenas empresas, buscando atrair o eleitorado que ainda se mostra reticente ou que optou pela abstenção no primeiro turno.

Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro busca consolidar sua base entre evangélicos e classes médias, mantendo um investimento robusto em impulsionamento online. Analistas sugerem que o senador deve adotar um tom mais moderado no debate da TV Globo, previsto para esta sexta-feira, visando transmitir uma imagem de estabilidade e evitar confrontos que possam afastar os eleitores indecisos que ainda buscam definir seu voto.

Com a maioria dos eleitores declarando voto definido, o espaço para mudanças significativas é restrito, mas o impacto dos indecisos permanece como o fiel da balança. O debate final, mediado por César Tralli, é aguardado como o último grande evento capaz de influenciar esses grupos, especialmente entre jovens e mulheres de baixa renda, que se tornaram o foco principal das estratégias de marketing de ambas as candidaturas nesta fase derradeira da disputa.

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