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Mães solo e trabalhadoras celebram aprovação do fim da escala 6x1

Trabalhadoras relatam a dificuldade de conciliar a escala 6x1 com a criação dos filhos; a mudança alcança 14,8 milhões de trabalhadores formais, segundo o Ministério do Trabalho.

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Foto: G1 - Economia
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15/10 às 05:15, atualizado 08:33

Pontos principais

  • O Senado aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
  • A jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação.
  • Uma segunda redução para 40 horas semanais ocorrerá após 14 meses da promulgação.
  • Dados do Ministério do Trabalho indicam que 14,8 milhões de trabalhadores estavam na escala 6x1 no final de 2025.
  • O texto segue para promulgação em sessão solene do Congresso Nacional.

O Senado Federal aprovou, em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que estabelece o fim da escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada máxima semanal no Brasil. A medida, que obteve 75 votos favoráveis e apenas um contrário, prevê a implementação em duas etapas distintas: a jornada cai de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação, atingindo o limite de 40 horas após 14 meses. O texto agora aguarda a convocação de uma sessão solene pelas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado para sua promulgação oficial.

A decisão é celebrada por diversos setores da sociedade, especialmente por mães solo que relatam dificuldades em conciliar a rotina exaustiva da escala 6x1 com a criação dos filhos. Segundo dados do Ministério do Trabalho, a mudança impacta diretamente 14,8 milhões de trabalhadores formais que ocupavam postos sob essa escala ao final de 2025. Embora o senador Flávio Bolsonaro tenha votado a favor da proposta, o Partido Liberal (PL) sinalizou que pretende insistir na discussão de modelos de jornada flexível baseados em horas trabalhadas, conforme defendido pelo senador Rogerio Marinho, em futuras votações.

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