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Redução da jornada para 40 horas pode elevar custos em R$ 267,2 bilhões

Entidades empresariais estimam impacto bilionário na economia e alta na inflação após a aprovação da PEC 221/2019, que extingue a escala 6x1 no país.

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Foto: Canal Rural
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15/10 às 09:45, atualizado 13:03

Pontos principais

  • A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de descanso remunerado.
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a mudança elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões anuais.
  • Projeções da CNI indicam uma redução de 0,7% no PIB brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões.
  • A inflação ao consumidor deve subir 6,2% em média, com impactos de 5,7% em supermercados e 6,6% em vestuário.
  • Setores como a construção civil e a indústria preveem a necessidade de milhares de novas contratações para manter a operação.
  • A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta alta de pelo menos 13% na inflação do setor de serviços.
  • A medida prevê um período de transição de 14 meses após a publicação da emenda constitucional.

A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6x1, gerou um alerta imediato entre as principais entidades empresariais do país. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a implementação da nova jornada, mantendo-se os salários atuais, pode elevar os custos de produção entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. O impacto econômico projetado inclui uma retração de 0,7% no PIB nacional, o que representa uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.

O setor produtivo demonstra preocupação com a viabilidade operacional das mudanças, especialmente em segmentos que exigem funcionamento contínuo, como o agronegócio e a indústria. A CNI aponta que a elevação dos custos deve ser repassada aos preços finais, com uma inflação média estimada em 6,2% ao consumidor. Setores específicos, como o de supermercados, devem enfrentar alta de 5,7% nos preços, enquanto o segmento de roupas e calçados pode registrar um aumento de 6,6%. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) é ainda mais cautelosa, projetando que a inflação no setor de serviços possa atingir patamares superiores a 13%.

Além dos custos financeiros, entidades como a Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacam o risco de desabastecimento e a dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. Para compensar a redução de horas, setores como a construção civil estimam a necessidade de contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores. O presidente da CNI, Ricardo Alban, criticou a tramitação da proposta, argumentando que a decisão ocorreu sem debates aprofundados com a sociedade. A emenda prevê um período de transição de 14 meses para que as empresas se adaptem às novas regras de jornada.

Fontes primárias

Confederação Nacional da Indústria (CNI) (posicionamento, Agência de Notícias da Indústria)

Cenário fica ainda mais preocupante após redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1, avalia CNI

Posicionamento de 14/10/2026. A CNI considera que a aprovação da PEC 221/2019, com jornada de 44 para 40 horas e fim da escala 6x1, traz perdas econômicas, demissões, repasse de custos e inflação. Cita levantamento recente segundo o qual a redução, com salários mantidos, elevaria os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduziria o PIB em 0,7% (R$ 76,9 bilhões). Os preços ao consumidor subiriam 6,2% em média: 5,7% nos supermercados, 6% nos industrializados e 6,6% em roupas e calçados. O presidente da CNI, Ricardo Alban, lamenta a votação 'sem mais debates com a sociedade brasileira' e defende que o Congresso reavalie o tema. O texto não traz título nem link para o levantamento citado.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) (levantamento, Agência de Notícias da Indústria)

Redução da jornada de trabalho pode aumentar custo empresarial em até R$ 267 bilhões ao ano

Levantamento divulgado em 23/02/2026. Reduzir a jornada de 44 para 40 horas, sem corte de salário, elevaria os custos com empregados formais em R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano, até cerca de 7% da folha. Na indústria, o aumento chegaria a 11,1% da folha (R$ 87,8 bilhões com horas extras ou R$ 58,5 bilhões com novas contratações). Construção e micro e pequenas indústrias seriam as mais atingidas; 21 dos 32 setores industriais ficariam acima da média. Para quem já trabalha além de 40 horas, o valor da hora regular subiria cerca de 10%. A CNI alerta que, sem recomposição das horas perdidas, produção, emprego e PIB podem cair.

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