Compra da Eletronuclear pela J&F completa um ano sem conclusão
A aquisição de 67,95% da Eletronuclear pela J&F segue travada devido a impasses financeiros e custos elevados para a conclusão da usina Angra 3.
Pontos principais
- A J&F anunciou a compra de 67,95% da Eletronuclear em outubro de 2025.
- O contrato estabelece um prazo de dois anos para a finalização da transação.
- A operação já conta com a aprovação do Cade e a renúncia de preferência da ENBPar.
- A conclusão depende da resolução de garantias financeiras ligadas à usina Angra 3.
- Angra 3 demanda um aporte adicional de R$ 23,9 bilhões para ser finalizada.
A transação que prevê a entrada da J&F no controle acionário da Eletronuclear completa um ano sem um desfecho definitivo. O negócio, anunciado em outubro de 2025, envolve a aquisição de 67,95% do capital da estatal e já obteve o aval do Cade, além da dispensa de preferência por parte da ENBPar. Apesar do avanço regulatório, o contrato, que possui validade de dois anos, permanece pendente de resoluções sobre obrigações financeiras complexas.
O principal entrave para a conclusão da operação reside nos custos e nas garantias vinculadas à construção da usina Angra 3. O projeto, que já consumiu R$ 12 bilhões desde a década de 1980, exige um investimento adicional de R$ 23,9 bilhões para ser concluído, conforme estimativas do BNDES. A viabilização desses recursos é considerada fundamental para que a J&F finalize a compra e assuma a participação na estatal de energia nuclear.
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