Governo adia decisão sobre retomada de Angra 3 para após eleições
O governo postergou o veredito sobre a conclusão da usina nuclear devido a incertezas econômicas e ao impacto potencial nas tarifas de energia.
Pontos principais
- A decisão foi adiada para o período pós-eleitoral devido à complexidade do projeto e ao cenário político.
- Estudos do BNDES apontam que o custo da energia gerada pela usina seria superior à média de mercado.
- A conclusão da obra é estimada em R$ 24 bilhões, valor próximo ao custo de abandono do projeto.
- O governo reafirma a importância da energia nuclear para a segurança energética nacional.
O governo brasileiro decidiu adiar a definição sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3 para após o período eleitoral. A medida reflete as incertezas em torno da viabilidade econômica do empreendimento, que enfrenta um impasse sobre a precificação da energia gerada. Segundo análises do BNDES, o custo operacional da usina superaria os valores praticados no mercado, o que exigiria a implementação de subsídios ou regimes tributários diferenciados para viabilizar a operação. O cenário é agravado pelo alto custo de capital, com estimativas de R$ 24 bilhões para a conclusão, montante que se equipara aos gastos previstos em caso de abandono total da estrutura. Apesar dos desafios financeiros e dos atrasos em projetos complementares, como a mineração de urânio em Santa Quitéria, o governo mantém o discurso de que a energia nuclear permanece como um pilar estratégico para a segurança energética do país.
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