CNPE abre caminho para renegociação de dívidas da usina Angra 3
Conselho reconhece interesse público na suspensão de pagamentos da Eletronuclear para garantir fôlego financeiro enquanto o futuro da obra é debatido.
Pontos principais
- O CNPE aprovou resolução que permite à Eletronuclear negociar o 'stand still' de dívidas com BNDES e Caixa.
- A dívida total vinculada à construção de Angra 3 soma cerca de R$ 7 bilhões, com R$ 800 milhões previstos para 2026.
- A medida não garante a suspensão automática, dependendo de análise técnica e decisão final dos bancos credores.
- Concluir a usina, paralisada há uma década, exigiria um aporte adicional estimado em R$ 24 bilhões pelo BNDES.
- O custo para o abandono definitivo do projeto também é elevado, superando a marca de R$ 20 bilhões.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou uma resolução que reconhece o interesse público na suspensão temporária das dívidas da Eletronuclear relacionadas à usina Angra 3. A decisão oferece respaldo institucional para que a estatal negocie um 'stand still' junto ao BNDES e à Caixa, buscando alívio financeiro imediato. Embora a medida facilite as tratativas, a suspensão dos pagamentos ainda depende de análise técnica e aprovação final das instituições financeiras credoras. O movimento ocorre em um momento crítico, no qual o governo federal avalia a viabilidade de retomar as obras, paralisadas há dez anos. Com um passivo de R$ 7 bilhões e um serviço de dívida de R$ 800 milhões previsto para 2026, o futuro da usina permanece um desafio complexo, dado que tanto a conclusão quanto o abandono definitivo do projeto envolvem custos bilionários superiores a R$ 20 bilhões.
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