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Musk diz ter fechado brecha de ataques com drones na Ucrânia via Starlink

Musk diz que a brecha usada por forças ucranianas em ataques ofensivos com drones foi fechada na semana passada, e Serhii Beskrestnov afirma que terminais na Ucrânia já têm limite de velocidade desde o inverno de 2026.

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Foto: BBC
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25/10 às 05:45, atualizado 14:01

Pontos principais

  • Musk diz que usar o Starlink comercial para ataques ofensivos com drones que matam pessoas nunca foi permitido.
  • Musk afirma que as forças armadas ucranianas violaram os termos de serviço e que a brecha foi fechada na semana passada.
  • Musk diz que o Starshield é outro sistema, controlado pelo governo dos EUA.
  • Beskrestnov diz que, desde o inverno de 2026, terminais Starlink na Ucrânia, inclusive nos territórios ocupados, têm limite de velocidade de 70 a 90 km/h.
  • Beskrestnov diz que o Starlink não funciona sobre o território russo e que, por isso, não é fisicamente possível usá-lo em ataques de médio e longo alcance.
  • Musk afirma que, se o Starlink fosse desligado, a linha de frente ucraniana entraria em colapso imediatamente.

Elon Musk diz no X que usar o Starlink, serviço civil comercial, para ataques ofensivos com drones que matam pessoas nunca foi permitido e não deveria ser. Segundo ele, as forças armadas ucranianas violaram os termos de serviço ao fazê-lo, e a brecha foi fechada na semana passada. Musk acrescenta que o Starshield é outro sistema, controlado pelo governo dos EUA, cabendo a esse governo decidir o que fará com ele.

Serhii Beskrestnov contesta a acusação e diz ser “muito estranho” que Musk desconheça as restrições. Segundo ele, desde o inverno de 2026 todos os terminais Starlink sobre a Ucrânia, inclusive nos territórios ocupados, têm limite de velocidade de 70 a 90 km/h, e o serviço não funciona sobre o território russo. Por isso, afirma, não é fisicamente possível usar o Starlink comercial em ataques de médio e longo alcance.

Musk afirma que o Starlink é o único sistema que não pode ser bloqueado nem destruído, “pelo menos por enquanto”, e que, se o serviço fosse desligado, a linha de frente ucraniana entraria em colapso imediatamente. Ele diz que isso não é uma ameaça, e sim um fato.

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