Anvisa proíbe venda de medicamentos e canetas emagrecedoras sem registro
A Anvisa proibiu a comercialização e a propaganda de seis itens de medicamentos vendidos online sem registro, notificação ou cadastro, e a medida alcança quem os comercialize ou divulgue.
Pontos principais
- A Anvisa afirma que a retatrutida não tem autorização para comercialização no Brasil, e cita a ZPH Contabilidade S/C Ltda, que anuncia retatrutida de 120 mg e canetas de 60 mg pelo site ZPHC Store.
- No mesmo caso, a agência diz que as tirzepatidas à venda pela ZPHC Store, de 150 mg e em canetas de 75 mg, não correspondem ao medicamento registrado na Anvisa.
- A Farmacia Global de Peptideos do Brasil Ltda oferece retatrutida e tirzepatida pelo site Peptídeos do Brasil, sem registro, notificação ou cadastro.
- No site Oxygen KW Pharma Brasil, de empresa não identificada, são anunciados RETAGEN 40 mg (retatrutida), BPC-157, GHK-Cu e TB-500.
- A Cris Barden Naturopatia Ltda anuncia kits detox, carvão ativado e ouro e prata coloidais com alegações de ação antifúngica, antimicrobiana, anti-inflamatória e desparasitante, que a agência considera finalidade compatível com medicamento.
- A Liberty Pharma, de empresa não identificada, tem retatrutida, tirzepatida, NAD+, GHK-Cu e Glow GHK-Cu, fabricados por empresa sem Autorização de Funcionamento da Anvisa para fabricar medicamentos.
- No Zyntrashop, a Anvisa cita produtos sem registro, de origem e fabricante não comprovados, com preços e opção de compra expostos.
- Para os itens da Liberty Pharma, a proibição não alcança a importação por pessoa física para uso próprio.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, no Brasil, a comercialização e a propaganda de seis itens de medicamentos vendidos pela internet sem registro, notificação ou cadastro na agência, e determinou a apreensão de cinco deles. Entre os itens estão canetas com tirzepatida e retatrutida, mas também kits de carvão ativado e produtos de ouro e prata coloidais.
A medida consta da Resolução-RE nº 4.035, de 9 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 14 de outubro, e entra em vigor na data da publicação. A Anvisa a classifica como preventiva e cautelar, fundamentada no risco sanitário de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia. A proibição vale para quaisquer pessoas físicas ou jurídicas e veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos.
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