Parlamento da Hungria revoga leis que restringiam conteúdo LGBTQIA+
Medida anula dispositivos da lei de proteção infantil de 2021 e marca mudança de política sob a gestão do primeiro-ministro Peter Magyar.
Pontos principais
- O Parlamento húngaro aprovou a revogação por 139 votos a favor e 51 contra.
- A lei de 2021 proibia a representação de homossexualidade e transexualidade para menores.
- A mudança legislativa foi impulsionada pelo governo de Peter Magyar.
- A União Europeia desbloqueou 4,2 bilhões de euros em fundos após a decisão.
- O partido Fidesz, de Viktor Orbán, votou contra as novas emendas.
O Parlamento da Hungria aprovou, por 139 votos a favor e 51 contra, a revogação de dispositivos da lei de proteção infantil de 2021 que restringiam menções à homossexualidade e à identidade de gênero diante de menores. A medida, articulada pelo governo do primeiro-ministro Peter Magyar, marca uma mudança significativa na política interna do país, distanciando-se das diretrizes implementadas anteriormente sob a gestão de Viktor Orbán.
A aprovação das emendas contou com a maioria de dois terços do partido Tisza no Legislativo, permitindo a alteração mesmo com a oposição do Fidesz e do Partido Democrata Cristão. O governo Magyar defendeu a mudança como um passo necessário para adequar a legislação húngara ao direito europeu e reforçar o compromisso do país com os valores democráticos do bloco.
Como resultado direto da votação, a União Europeia anunciou a liberação de 4,2 bilhões de euros em fundos que estavam congelados devido a preocupações com o Estado de Direito na Hungria. Além do aporte financeiro, o país será readmitido em programas educacionais e de pesquisa, como o Erasmus+ e o Horizon Europe, sinalizando uma reaproximação diplomática com as instituições europeias.
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