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Parlamento da Hungria destitui presidente aliado de Viktor Orbán

O Legislativo húngaro aprovou a remoção de Tamás Sulyok, em medida liderada pelo primeiro-ministro Péter Magyar para desmantelar o legado da gestão anterior.

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Foto: NYTimes World
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13/07 às 14:03 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O Parlamento húngaro aprovou uma emenda constitucional que viabilizou a destituição imediata do presidente Tamás Sulyok.
  • A votação contou com 139 votos a favor e seis contra, sendo boicotada pelo partido Fidesz, de Viktor Orbán.
  • O primeiro-ministro Péter Magyar justificou a medida como necessária para reverter mudanças institucionais dos últimos 16 anos.
  • A nova legislação também impõe limites de mandato para parlamentares e de idade para juízes do Tribunal Constitucional.
  • Tamás Sulyok recusou-se a renunciar e solicitou uma avaliação da constitucionalidade da medida à Comissão de Veneza.
  • Gergely Gulyas, líder do grupo parlamentar do Fidesz, renunciou ao cargo em protesto contra a decisão.
  • Grupos de direitos humanos expressaram preocupação com os impactos institucionais da manobra política.

O Parlamento da Hungria aprovou, nesta semana, uma emenda constitucional que permitiu a destituição do presidente Tamás Sulyok, um aliado próximo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán. A manobra política, liderada pelo atual premiê Péter Magyar, é parte de uma estratégia mais ampla do governo para desmantelar o legado institucional consolidado durante os 16 anos de gestão de Orbán. A medida foi aprovada com 139 votos favoráveis, enquanto o partido Fidesz, de oposição, optou pelo boicote à sessão parlamentar.

Além da remoção de Sulyok, a nova legislação introduz mudanças estruturais significativas, incluindo limites de mandato para parlamentares e restrições de idade para juízes do Tribunal Constitucional, visando afastar figuras remanescentes da era Orbán. Em resposta, o presidente destituído recusou-se a deixar o cargo voluntariamente e recorreu à Comissão de Veneza para avaliar a legalidade do processo. O movimento gerou reações mistas, com críticas de defensores de direitos humanos sobre os riscos à estabilidade democrática, enquanto o governo de Magyar defende a ação como um passo essencial para a renovação política do país.

Fonte primária

Magyarország Kormánya / Országgyűlés

Magyarország Alaptörvényének tizenhetedik módosítása (17ª emenda à Lei Fundamental da Hungria)

O texto da 17ª emenda ao Alaptörvény, no ponto 34 das disposições finais (artigo 7º), determina que 'no dia seguinte à entrada em vigor da décima sétima emenda, cessa o mandato do presidente da República em exercício' (a hivatalban lévő köztársasági elnök megbízatása megszűnik) e que, após essa cessação, o Parlamento (Országgyűlés) elegerá um novo presidente, nos termos do artigo 11, para exercer o cargo até a entrada em vigor de uma nova Constituição, por no máximo cinco anos. Na justificativa oficial (indoklás) anexada ao próprio texto, o Parlamento alega 'grave perda de confiança da sociedade' (súlyos bizalomvesztés) em relação à atuação do presidente em exercício, e afirma que os eleitores deram 'autorização extraordinária' para que a maioria de dois terços do Parlamento restaure a democracia constitucional e assegure o funcionamento efetivo das instituições. A mesma emenda reduz de 12 para 9 anos o mandato dos membros do Tribunal Constitucional, impõe limite de idade de 70 anos a esses juízes, limita deputados a três mandatos (12 anos) e cria o Nemzeti Vagyonvisszaszerzési és Védelmi Hivatal (órgão de recuperação de bens públicos). O texto foi submetido ao Parlamento pelo governo em 04/07/2026 (iromány T/324) e aprovado em sessão plenária em 13/07/2026 por 139 votos a 6, com os deputados de Fidesz e KDNP boicotando a votação.

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