Pesquisadores da Unicamp criam método sustentável para extrair cafeína
Novo processo utiliza insumos à base de açúcar para extrair cafeína e antioxidantes da casca do guaraná, substituindo solventes tóxicos.
Pontos principais
- O método utiliza glicose, ácido cítrico e 1,3-propanodiol em vez de solventes voláteis.
- A técnica elimina etapas de purificação e reduz o consumo de energia no processo.
- O estudo foi publicado na revista Innovative Food Science & Emerging Technologies.
- A casca do guaraná é rica em guaranina e polifenóis, com alto potencial para a indústria de cosméticos.
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método inovador e sustentável para extrair cafeína e antioxidantes da casca do guaraná, um resíduo frequentemente descartado pela indústria. A nova técnica utiliza insumos renováveis, como glicose, ácido cítrico e 1,3-propanodiol, eliminando a necessidade de solventes tóxicos e voláteis, como o metanol, que são comumente empregados em processos convencionais.
Além de reduzir o impacto ambiental, o procedimento dispensa etapas adicionais de purificação e diminui o consumo energético. O estudo, que contou com a colaboração de instituições do Brasil, Espanha e Uruguai, destaca o potencial econômico do reaproveitamento das cascas de guaraná na bioeconomia. Com a produção brasileira de sementes atingindo cerca de 2.460 toneladas em 2025, a descoberta abre novas perspectivas para a valorização de subprodutos na indústria de cosméticos e bioprodutos.
