Pesquisadores da Unicamp extraem cafeína da casca do guaraná
Novo método sustentável utiliza solventes naturais para recuperar antioxidantes e cafeína de resíduos do processamento do guaraná.
Pontos principais
- Técnica utiliza insumos renováveis como glicose e ácido cítrico em substituição a solventes tóxicos.
- Processo reduz o tempo de preparo e o consumo de energia na extração de guaranina e polifenóis.
- Brasil produziu 2.460 toneladas de sementes de guaraná em 2025, gerando grande volume de resíduos.
- Projeto foi desenvolvido pela Unicamp em parceria com instituições da Espanha e do Uruguai.
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método inovador e sustentável para extrair cafeína e antioxidantes a partir da casca do guaraná, um subproduto que geralmente é descartado pela indústria. A nova técnica utiliza solventes naturais à base de açúcar, como glicose, ácido cítrico e 1,3-propanodiol, eliminando a necessidade de substâncias tóxicas tradicionalmente empregadas no processo.
Além do benefício ambiental, o método otimiza a eficiência produtiva ao reduzir o tempo de preparo e o consumo de energia. Considerando que o Brasil produziu 2.460 toneladas de sementes de guaraná em 2025 e que a casca representa a maior parte do peso do fruto, a tecnologia oferece um potencial significativo para o reaproveitamento de resíduos agrícolas. O projeto contou com a colaboração de instituições de pesquisa da Espanha e do Uruguai para viabilizar a extração de compostos como a guaranina e polifenóis.
