Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Ataque a aeroporto em Riad deixa 12 mortos e 309 feridos

Míssil atingiu o Aeroporto Internacional King Khalid, na Arábia Saudita, e o presidente Donald Trump avalia possível intervenção militar dos EUA contra os Houthis.

Daily Journal
Foto: g1
||
11/10 às 05:45 · atualizado 19:19

Pontos principais

  • O ataque ao Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, resultou em 12 mortes e 309 feridos.
  • As vítimas fatais incluem cidadãos da Arábia Saudita, Bangladesh, Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito.
  • Os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã, assumiram a autoria do bombardeio em Riad.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos avaliam se juntar à resposta militar saudita.
  • Cerca de 85% dos voos foram cancelados, impactando a logística de eventos como o Congresso Mundial do Petróleo.
  • Autoridades sauditas suspenderam voos e determinaram que escolas e o distrito financeiro de Riad operem remotamente.
  • A coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou o episódio como um crime de guerra e prometeu retaliação.
  • Um novo projétil atingiu o aeroporto no domingo, marcando o quarto ataque à infraestrutura na última semana.
  • A Arábia Saudita enfrenta pressão fiscal crescente, com projeção de retração econômica de 3,6% para este ano.

Um ataque com mísseis atingiu o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, na Arábia Saudita, no último sábado, resultando em 12 mortes e deixando 309 pessoas feridas. O projétil atingiu os terminais 3 e 4, áreas de grande circulação de passageiros, marcando um dos episódios mais letais no país desde o início do conflito regional. Entre as vítimas fatais, foram confirmadas nacionalidades de diversos países, incluindo cidadãos da Arábia Saudita, Bangladesh, Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, o que elevou a gravidade diplomática do incidente.

Os rebeldes Houthis assumiram a responsabilidade pelo bombardeio, descrevendo a ação como uma retaliação direta às operações militares sauditas no Iêmen. A situação se agravou no domingo, quando um novo projétil atingiu as instalações do aeroporto, totalizando quatro ataques à infraestrutura crítica em apenas uma semana. Em resposta, a logística do país sofreu um colapso imediato, com a plataforma Flightradar24 registrando o cancelamento de 85% dos voos, o que impactou diretamente eventos econômicos como o 25º Congresso Mundial do Petróleo.

O governo saudita determinou que escolas e o distrito financeiro de Riad migrassem para o trabalho e ensino remotos por tempo indeterminado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o ataque como terrível e confirmou que o governo americano está avaliando a possibilidade de se juntar às operações militares sauditas contra os Houthis, especialmente após a confirmação da morte de um cidadão americano. Embora a retórica de Washington indique uma possível escalada no envolvimento militar, analistas políticos apontam que uma ação imediata parece improvável antes das eleições de meio de mandato.

O grupo Houthi, que recebe apoio do Irã, tem intensificado nos últimos meses ataques contra a infraestrutura crítica saudita e posições estratégicas no Mar Vermelho. A coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou o episódio como um crime de guerra e prometeu retaliação severa contra os responsáveis. Enquanto isso, a comunidade internacional, incluindo representantes da ONU e da União Europeia, condenou a ação, classificando-a como uma violação grave do direito internacional e uma ameaça à estabilidade regional.

Internamente, o reino enfrenta desafios adicionais em meio à crise de segurança. A Arábia Saudita projeta uma retração econômica de 3,6% para este ano, pressionada por gastos militares elevados e dificuldades na execução da agenda Vision 2030. A combinação de instabilidade geopolítica e pressões fiscais coloca o príncipe Mohammed bin Salman sob crescente pressão para demonstrar eficácia na resposta militar e na proteção da economia nacional.

Comentários

Carregando comentários...