Os Houthis, também conhecidos como Ansar Allah, são um movimento político-religioso e militar xiita zaidita que controla a capital do Iêmen, Sanaa, e áreas estratégicas no Mar Vermelho. O grupo ganhou notoriedade global por sua atuação na guerra civil iemenita e, mais recentemente, por ataques a navios mercantes no Mar Vermelho em apoio aos palestinos, provocando respostas militares dos EUA e Reino Unido. Após um cessar-fogo em outubro de 2025, os Houthis dispararam mísseis contra Israel em março de 2026, sinalizando uma possível escalada de sua participação em conflitos regionais e levantando preocupações sobre novos ataques marítimos.
Os Houthis, também conhecidos como Ansar Allah (Partidários de Deus), são um movimento político-religioso e militar xiita zaidita que controla a capital do Iêmen, Sanaa, e grande parte do noroeste do país, incluindo áreas estratégicas no litoral do Mar Vermelho. O grupo ganhou notoriedade global por sua atuação na guerra civil iemenita e, mais recentemente, por seus ataques a navios mercantes no Mar Vermelho, em apoio ao povo palestino no conflito entre Israel e Hamas. Os Houthis são considerados um ator central na geopolítica do Oriente Médio, com influência crescente na região, sendo parte do chamado "Eixo da Resistência" do Irã.
O movimento Houthi surgiu nos anos 1990, após a unificação do Iêmen, como uma resposta à propagação do salafismo financiado pela Arábia Saudita. Fundado por Hussein Badruddin al-Houthi na província de Saada, o grupo, inicialmente conhecido como Fórum dos Jovens Crentes, tinha como objetivo defender a comunidade zaidita e combater a discriminação governamental. Em 2004, o assassinato de Hussein al-Houthi pelas forças iemenitas desencadeou a primeira insurreição Houthi contra o Estado.
Em 2014, durante a guerra civil iemenita, os Houthis tomaram a capital Sanaa, forçando a renúncia do então presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi. Isso levou a uma intervenção militar de uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita em 2015, com apoio dos EUA, mergulhando o Iêmen em uma devastadora guerra. A coalizão encerrou sua intervenção militar em 2022, e os Houthis mantiveram o controle de Sanaa e de áreas estratégicas. Desde novembro de 2023, em resposta ao conflito em Gaza, os Houthis intensificaram ataques a navios no Mar Vermelho, elevando os custos de transporte marítimo e provocando respostas militares dos EUA e do Reino Unido. Entre novembro de 2023 e janeiro de 2025, os Houthis realizaram mais de 100 ataques a navios mercantes com mísseis e drones, afundaram duas embarcações e causaram a morte de quatro marinheiros no Estreito de Bab el-Mandeb. Em março de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou uma operação militar contra os Houthis, acusando o Irã de ser o responsável por suas ações. Após uma intensa campanha aérea dos EUA e Israel contra áreas controladas pelos Houthis no Iêmen, que resultou na morte da maioria do gabinete aliado aos Houthis em Sanaa, um cessar-fogo foi acordado em outubro de 2025, interrompendo os ataques no Mar Vermelho. No entanto, em março de 2026, os Houthis dispararam ataques a mísseis contra Israel, sinalizando uma possível participação mais plena no conflito regional e levantando preocupações sobre novos ataques no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.