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Aeroporto de Riad suspende voos após ataques fatais de rebeldes houthis

O Aeroporto Internacional Rei Khalid permanece fechado após ataques com mísseis e drones deixarem ao menos 14 mortos e centenas de feridos na capital saudita.

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Foto: G1
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12/10 às 06:15 · atualizado 18:01

Pontos principais

  • O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, suspendeu operações após ataques ocorridos no fim de semana.
  • Rebeldes houthis do Iêmen reivindicaram a autoria dos bombardeios com mísseis e drones.
  • O balanço oficial aponta 14 mortes e mais de 300 feridos em decorrência dos impactos no terminal.
  • Companhias aéreas internacionais, como Lufthansa e Air France-KLM, cancelaram voos para a capital.
  • A Delta Air Lines adiou a estreia de sua rota para Riad para março de 2026 devido à insegurança.
  • O governo saudita investiga falhas no sistema de defesa aérea que permitiram o alcance dos projéteis.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos avaliam apoiar a resposta militar saudita.
  • O Irã ofereceu mediação para encerrar o conflito entre os houthis e a Arábia Saudita.
  • Eventos econômicos e conferências de energia foram cancelados ou impactados pela crise de segurança.
  • O aeroporto da capital saudita deve permanecer fechado pelo menos até o dia 17 de outubro.

O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, permanece com suas operações suspensas após uma série de ataques reivindicados pelos rebeldes houthis do Iêmen. O terminal foi alvo de bombardeios com mísseis e drones durante o último fim de semana, resultando em pelo menos 14 mortes e mais de 300 feridos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um dos projéteis atingiu o terminal 3, causando destruição e pânico entre os passageiros. Em resposta à instabilidade, o governo saudita suspendeu as aulas presenciais em Riad por uma semana e iniciou uma investigação interna sobre possíveis falhas nos sistemas de defesa aérea que permitiram que os ataques atingissem a capital.

A paralisação do principal hub aéreo do país gerou um efeito cascata no setor de aviação internacional. Diversas companhias aéreas, incluindo Lufthansa e Air France-KLM, cancelaram voos com destino à capital saudita, enquanto a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu alertas de segurança para o espaço aéreo da região. A Delta Air Lines, que planejava inaugurar uma rota direta entre Atlanta e Riad, anunciou o adiamento da estreia para março de 2026. A Cirium, empresa de análise de dados do setor, estima que a grande maioria dos voos programados para a capital tenha sido cancelada, isolando temporariamente o centro financeiro do reino.

O cenário de crise trouxe repercussões diplomáticas e econômicas imediatas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o governo americano avalia participar de ações militares em conjunto com a Arábia Saudita contra as posições houthis. Paralelamente, o Irã manifestou disposição para mediar o conflito, enquanto os Emirados Árabes Unidos pediram o fortalecimento de uma estratégia de defesa regional. Analistas econômicos alertam que a escalada do conflito pode comprometer a visão estratégica do príncipe herdeiro de transformar o país em um polo global de investimentos e eventos, projetando uma possível contração no PIB real saudita para este ano.

Novos incidentes foram relatados nesta segunda-feira, com a Arábia Saudita informando a interceptação de novos drones e mísseis de cruzeiro. Embora não tenham sido registradas novas vítimas nestes episódios recentes, a tensão permanece elevada, com embaixadas de diversos países orientando seus cidadãos a evitarem o aeroporto de Riad. O governo saudita prometeu uma resposta firme aos ataques, enquanto o aeroporto internacional deve permanecer fechado ao menos até o próximo dia 17 de outubro, mantendo o espaço aéreo da capital sob rigorosa vigilância.

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