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Trump ameaça cortar inteligência com Ucrânia após críticas ao acordo de diesel

Governo Trump ameaça restringir compartilhamento de inteligência com a Ucrânia após Zelensky criticar acordo que suspende sanções ao diesel russo para conter inflação nos EUA.

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Foto: G1 Mundo
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10/10 às 09:01 · atualizado 10:15

Pontos principais

  • O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu licença temporária suspendendo sanções ao diesel russo até 7 de abril de 2027.
  • A Rússia se comprometeu a fornecer 300 mil toneladas de diesel imediatamente, com lotes adicionais previstos para os próximos meses.
  • Volodymyr Zelensky classificou o acordo como um investimento na capacidade bélica russa e um sinal de fraqueza.
  • Oficiais americanos afirmam que a decisão ocorreu após Zelensky ignorar pedidos para cessar ataques a refinarias russas.
  • Steve Witkoff e Jared Kushner teriam ameaçado cortar o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia durante negociações em Miami.
  • Especialistas em energia apontam que o impacto do acordo nos preços globais deve ser limitado, beneficiando principalmente a receita russa.

O presidente Donald Trump consolidou um acordo com Vladimir Putin para a liberação de diesel russo ao mercado global, visando reduzir a inflação de combustíveis nos EUA. Para viabilizar a medida, o Departamento do Tesouro americano emitiu uma licença temporária que suspende as sanções à exportação do combustível russo até o dia 7 de abril de 2027. A Rússia se comprometeu a fornecer 300 mil toneladas de diesel imediatamente, com lotes adicionais programados para novembro e meses subsequentes, embora especialistas indiquem que o impacto real nos preços será limitado.

A decisão aprofundou a crise diplomática com a Ucrânia, após o presidente Volodymyr Zelensky classificar o pacto como um investimento direto na guerra e um sinal de fraqueza. Segundo fontes americanas, o acordo foi consolidado após Zelensky ignorar repetidos pedidos de Washington para interromper ataques a refinarias russas, que estariam elevando os preços da gasolina nos EUA. Durante reuniões em Miami, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner teriam condicionado o apoio contínuo dos EUA à mudança de postura ucraniana, chegando a ameaçar a suspensão do compartilhamento de inteligência militar caso o governo ucraniano mantivesse as críticas e as operações contra a infraestrutura energética russa.

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