Ataques ucranianos a refinarias russas dificultam importação de diesel pelos EUA
O Tesouro dos EUA autorizou até 7 de abril de 2027 a importação de diesel russo, mas ataques ucranianos a refinarias reduziram a capacidade de exportação de Moscou, complicando o plano de Donald Trump para conter os preços.
Pontos principais
- A Licença Geral 135 do OFAC, assinada em 9 de outubro de 2026, autoriza transações com diesel de origem russa, inclusive importação nos EUA, até 00h01 (horário de verão leste) de 7 de abril de 2027.
- Ataques ucranianos a refinarias russas reduziram significativamente a capacidade de exportação de Moscou.
- Reparos nas instalações atingidas podem levar semanas, mesmo com um eventual cessar-fogo energético.
- A OFAC não condiciona a licença a um cessar-fogo energético.
- Trump pressiona a Ucrânia para interromper os ataques contra a infraestrutura energética russa.
- Parlamentares americanos questionam a legalidade da autorização para a compra do diesel russo.
O governo do presidente Donald Trump enfrenta dificuldades para concretizar a importação de diesel russo, medida desenhada para reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos. A autorização vem da Licença Geral 135 do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Tesouro americano, mas a licença não cobre débitos em contas de instituições financeiras dos EUA pertencentes ao Banco Central russo, ao Fundo Nacional de Riqueza ou ao Ministério das Finanças. A estratégia, porém, tem sido prejudicada pela redução na capacidade de produção da Rússia, causada por sucessivos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo. Especialistas apontam que, mesmo que um cessar-fogo energético seja estabelecido, os reparos necessários nas instalações danificadas podem levar semanas para serem concluídos.
Diante do cenário, Trump tem pressionado o governo ucraniano para que cesse as ofensivas contra a infraestrutura energética russa, classificando-as como um entrave para o suprimento global. A iniciativa, contudo, enfrenta resistência no Congresso americano, onde parlamentares de ambos os partidos alertam para possíveis violações de leis vigentes e riscos à política externa. Enquanto o presidente americano defende a medida como uma necessidade econômica, a capacidade russa de atender à demanda interna e externa permanece incerta devido aos danos acumulados na cadeia de refino.
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