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Ataques russos matam civis após acordo de diesel entre Trump e Putin

Bombardeios em Zaporizhzhia deixaram ao menos 15 mortos um dia após Donald Trump anunciar a compra de diesel russo, gerando críticas da Ucrânia e da União Europeia.

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Foto: SCMP - World
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10/10 às 07:45 · atualizado 16:01

Pontos principais

  • Ataques aéreos russos atingiram edifícios residenciais na região de Zaporizhzhia, resultando em pelo menos 15 mortes, incluindo três crianças.
  • O presidente Donald Trump anunciou um acordo para importar diesel da Rússia visando reduzir custos de energia antes das eleições de meio de mandato.
  • Volodymyr Zelenskyy acusou os EUA de financiarem o esforço de guerra russo através da compra do combustível.
  • A União Europeia criticou a suspensão das sanções, afirmando que a medida fornece receitas cruciais para Moscou continuar o conflito.
  • Representantes de Trump, incluindo Jared Kushner, discutiram propostas de paz com autoridades ucranianas em Miami durante o anúncio.
  • O Kremlin confirmou que Trump e Putin conversaram sobre propostas de desescalada antes da formalização do acordo de energia.
  • Líderes europeus reafirmaram o compromisso com as sanções contra a Rússia, apesar da decisão do governo americano.

A região de Zaporizhzhia, na Ucrânia, foi alvo de intensos bombardeios russos que deixaram pelo menos 15 pessoas mortas, incluindo três crianças, e dezenas de feridos. Os ataques atingiram áreas residenciais, marcando uma escalada violenta do conflito apenas um dia após o anúncio de um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a Rússia. O presidente Donald Trump confirmou a decisão de importar diesel russo, uma medida que reverte sanções anteriores e busca reduzir os preços dos combustíveis no mercado americano antes das eleições de meio de mandato.

A decisão de Washington gerou forte reação internacional. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, classificou o acordo como um financiamento direto à máquina de guerra russa e sugeriu que os ataques contra civis seriam uma resposta de Moscou ao negócio. Em paralelo, a União Europeia expressou desaprovação, com a chefe de política externa, Kaja Kallas, alertando que a receita gerada pela venda de diesel permitirá que o Kremlin prolongue as hostilidades contra a Ucrânia.

Enquanto a tensão cresce, representantes do governo Trump, como Jared Kushner e Steve Witkoff, reuniram-se com autoridades ucranianas em Miami para discutir propostas de desescalada. No entanto, as negociações foram impactadas pelo clima de desconfiança, com relatos de que a delegação americana teria pressionado Kiev a cessar ataques contra refinarias russas. O Kremlin, por sua vez, afirmou que o presidente Vladimir Putin discutiu termos de paz com Trump por telefone, mantendo o cenário de incerteza sobre o futuro do conflito.

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