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Zelenskyy promete retaliação caso Rússia mantenha ataques à rede elétrica

O presidente ucraniano afirmou que responderá aos bombardeios contra infraestruturas energéticas se Moscou não respeitar um cessar-fogo no inverno.

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Foto: The Guardian
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12/10 às 08:01 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • Volodymyr Zelenskyy prometeu retaliar a Rússia caso os ataques à rede elétrica ucraniana persistam.
  • A declaração ocorreu após o presidente Donald Trump anunciar um suposto cessar-fogo energético que não foi confirmado pelo Kremlin.
  • Zelenskyy afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio de Trump, destacando que não houve confirmação oficial de Moscou.
  • Seis instalações de energia foram atingidas por forças russas logo após o anúncio do presidente americano.
  • Ataques recentes deixaram dezenas de feridos e causaram novos cortes de energia em Kharkiv, Donetsk e Zaporizhzhia.
  • O governo ucraniano condicionou a realização de eleições no país a um cessar-fogo completo de 60 dias.
  • O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que a Ucrânia não mereceria a trégua proposta.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que o país está preparado para retaliar a Rússia caso os ataques contra a infraestrutura energética ucraniana continuem durante o período de inverno. A declaração foi feita durante uma reunião de autoridades de segurança em Varsóvia, em um momento de crescente tensão sobre a estabilidade do fornecimento de luz, calor e água para a população civil. Zelenskyy ressaltou que a Ucrânia está disposta a respeitar um cessar-fogo, desde que o lado russo adote a mesma postura, embora tenha enfatizado a ausência de garantias concretas por parte de Moscou.

A posição do líder ucraniano surge em meio à confusão diplomática gerada pelo anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um suposto cessar-fogo energético imediato entre as nações. O governo ucraniano declarou ter sido pego de surpresa pela notícia, enquanto o Kremlin evitou confirmar o acordo, limitando-se a informar que contatos permanecem em andamento. Na prática, a situação no terreno permanece crítica, com relatos de novos bombardeios contra usinas e redes elétricas logo após o anúncio de Trump, resultando em feridos e danos severos à infraestrutura ferroviária e residencial em diversas regiões do país.

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