Primeiro-ministro da França ordena medidas para atender protestos estudantis
Sébastien Lecornu condenou a violência nos atos, mas determinou que ministros apresentem soluções para as demandas de infraestrutura escolar.
Pontos principais
- O governo francês ordenou que ministros atendam a reivindicações sobre falta de pessoal e infraestrutura até o final de outubro.
- O primeiro-ministro Sébastien Lecornu condenou atos de vandalismo, mas negou ordens de repressão policial excessiva.
- Os protestos já resultaram em 6.100 prisões e deixaram 715 policiais e 215 estudantes feridos.
- Cerca de 891 escolas registraram suspensão total ou parcial de aulas devido aos bloqueios estudantis.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, determinou que seus ministros apresentem propostas concretas para atender às demandas dos estudantes até o final de outubro. As reivindicações do movimento incluem a resolução da escassez de pessoal docente, a reforma de prédios escolares deteriorados e a revisão da carga horária letiva. A medida busca pacificar o cenário nacional, que enfrenta uma onda de bloqueios em centenas de liceus desde meados de setembro.
Ao mesmo tempo, Lecornu condenou os atos de violência e vandalismo registrados durante as manifestações, negando que o governo tenha emitido ordens de repressão policial. O conflito entre manifestantes e forças de segurança já deixou 715 policiais e 215 adolescentes feridos, incluindo um caso grave de um jovem que perdeu a mão. Até o momento, as autoridades contabilizaram 6.100 prisões, com cerca de 1.800 processos abertos, majoritariamente contra menores de idade.
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