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Estudantes franceses retomam bloqueios em escolas e universidades

Após o fim das férias, estudantes franceses bloqueiam instituições de ensino em protesto contra medidas educacionais consideradas insuficientes.

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Foto: RFI (EN)
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03/11 às 09:02, atualizado 09:31

Pontos principais

  • Estudantes retomaram bloqueios em escolas e universidades após o recesso escolar.
  • Manifestantes exigem mais professores, reformas estruturais e o fim da plataforma Parcoursup.
  • Governo anunciou 500 novos postos docentes e 15 mil vagas universitárias, mas estudantes rejeitam prazos até 2028.
  • A indexação das bolsas à inflação, anunciada em 26 de outubro, é para a FAGE apenas um mínimo: a entidade pede aumento dos valores e ampliação para 1 milhão de beneficiários.
  • Em comunicado de 27 de outubro, a FAGE diz que o problema do Parcoursup é a falta de vagas no ensino superior público, não a plataforma, e pede um plano de emergência para abrir vagas.
  • Cerca de 5.000 pessoas foram detidas desde o início dos protestos em 17 de outubro.
  • Sindicatos e grupos estudantis organizam uma greve nacional para quinta-feira, 5 de novembro.

Estudantes franceses retomaram nesta semana bloqueios em dezenas de escolas secundárias e universidades, como a Sorbonne-Nouvelle, em Paris, após o término das férias escolares. O movimento busca pressionar o governo por mudanças estruturais no sistema educacional, incluindo a contratação de mais professores, a redução do número de alunos por sala e a extinção da plataforma de ingresso universitário Parcoursup. Os manifestantes alegam que as medidas anunciadas pelo governo em 26 de outubro são insuficientes para atender às demandas atuais de custo de vida e qualidade do ensino. A FAGE afirma que 1 bilhão de euros para edifícios escolares e 4 bilhões para as regiões são autorizações de compromisso e empréstimos facilitados, não investimento real do Estado.

O governo francês mantém uma postura rígida, com o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, reportando quase 5.000 detenções desde o início das mobilizações em meados de outubro. Enquanto o impasse persiste, organizações estudantis e sindicatos confirmaram a adesão a uma greve nacional convocada para a próxima quinta-feira, que deve mobilizar trabalhadores de diversos setores e aposentados em todo o país.

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