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Protestos na França reúnem 320 mil pessoas e resultam em 560 prisões

Manifestações contra o custo de vida e a política econômica francesa levaram a confrontos com a polícia em diversas cidades neste sábado.

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Foto: G1 Mundo
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31/10 às 14:15, atualizado 20:01

Pontos principais

  • O Ministério do Interior da França estimou a participação de 320 mil pessoas nos atos deste sábado.
  • Mais de 560 pessoas foram detidas em todo o país após confrontos com as forças de segurança.
  • O governo mobilizou um efetivo de 70 mil policiais para conter os distúrbios em várias cidades.
  • Os protestos, iniciados por estudantes em setembro, agora englobam sindicatos e outros grupos sociais.
  • Houve registros de violência, uso de gás lacrimogêneo e danos ao patrimônio público e privado.
  • A adesão ao movimento foi inferior aos números registrados nos dois finais de semana anteriores.
  • A economia francesa enfrenta contração e a dívida pública se aproxima de 120% do PIB.

Cerca de 320 mil pessoas foram às ruas na França neste sábado para protestar contra o aumento do custo de vida, a inflação e a política econômica do governo. O movimento, que iniciou em setembro com demandas estudantis por melhores condições escolares, expandiu-se para incluir sindicatos e diversos grupos sociais. Embora o número de manifestantes tenha sido menor do que o registrado nas semanas anteriores, a mobilização resultou em mais de 560 prisões e confrontos isolados em cidades como Paris, Lyon e Toulouse.

Para conter os distúrbios, o governo francês mobilizou um contingente de 70 mil policiais em todo o território nacional. Em Paris, manifestantes lançaram objetos contra as forças de segurança, que responderam com o uso de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. Além da tensão nas ruas, o cenário econômico do país é motivo de preocupação, com a agência de classificação de risco Fitch revisando a perspectiva da nota de crédito francesa para negativa diante do endividamento público elevado.

O impacto dos protestos também tem sido sentido pelo setor varejista, com a Câmara de Comércio estimando prejuízos superiores a 1 bilhão de euros devido a saques e danos a estabelecimentos. Enquanto a França enfrenta uma contração econômica no terceiro trimestre, o governo de Emmanuel Macron segue sob pressão para lidar com as pautas de insatisfação popular que se estendem por todo o país.

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