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Ibovespa bate recorde e dólar cai abaixo de R$ 5 após 1º turno

O mercado financeiro reagiu com otimismo à liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, impulsionando a bolsa aos 200 mil pontos e derrubando o dólar.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/10 às 09:45 · atualizado 11:33

Pontos principais

  • O Ibovespa Futuro subiu 8,4%, atingindo a marca histórica de 209.280 pontos.
  • O dólar recuou 4,44%, sendo negociado a R$ 4,985 na abertura desta segunda-feira.
  • Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16% dos votos válidos.
  • O segundo turno das eleições presidenciais está agendado para 25 de outubro.
  • As taxas dos contratos de DI para prazos longos recuaram cerca de 100 pontos-base.
  • Ações do Banco do Brasil registraram valorização de 12,73% no pregão.
  • O ETF MSCI Brasil, negociado em Frankfurt, avançou mais de 14% antes da abertura local.
  • O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, fortalecendo a base de apoio à direita.
  • O movimento de queda do dólar foi influenciado pela expectativa de uma agenda econômica voltada ao setor privado.

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com forte otimismo após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo a B3, o Ibovespa Futuro disparou 8,4% logo na abertura, superando a marca histórica de 200 mil pontos, enquanto o dólar à vista recuou 4,44%, sendo cotado a R$ 4,985. A reação reflete a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,03% dos votos válidos, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alcançou 45,16%.

A percepção dos investidores é de que o resultado eleitoral sinaliza uma possível mudança na condução da política econômica, com maior foco em ajustes fiscais e na contenção de gastos públicos. Esse sentimento foi corroborado pela queda acentuada nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que recuaram cerca de 100 pontos-base nos vencimentos mais longos. Analistas do mercado financeiro destacam que a composição do novo Congresso, com o fortalecimento de partidos de direita, contribui para a expectativa de uma agenda mais liberal no segundo turno.

Empresas estatais e instituições financeiras foram os principais destaques de alta no pregão, com as ações do Banco do Brasil subindo 12,73%. O movimento de valorização dos ativos brasileiros também foi observado no exterior, onde o ETF MSCI Brasil, negociado na Bolsa de Frankfurt, registrou alta superior a 14% antes mesmo da abertura do mercado doméstico. O otimismo local contrastou com a cautela observada em mercados internacionais, pressionados por incertezas fiscais na França e pela volatilidade do euro.

Enquanto o mercado projeta os próximos passos da campanha, o cenário político permanece em disputa. Flávio Bolsonaro declarou que o resultado representa o fim da era PT e prometeu, caso eleito, trabalhar pelo fim da reeleição. Por outro lado, o presidente Lula anunciou que iniciará imediatamente uma nova estratégia de campanha para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. A reprecificação dos ativos nos próximos dias dependerá da evolução das pesquisas e do detalhamento das propostas econômicas de ambos os candidatos.

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