Pesquisa detalha migração de votos de candidatos menores no 2º turno
Levantamento do Datafolha indica como eleitores de Cury, Caiado e Renan Santos devem se posicionar em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- No cenário de segundo turno, Lula registra 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro.
- Entre eleitores de Augusto Cury, 35% declaram voto em Flávio, 33% em Lula e 30% em branco ou nulo.
- No grupo que votou em Ronaldo Caiado, 50% escolheriam Flávio Bolsonaro e 33% optariam por Lula.
- Entre os eleitores de Renan Santos, 54% preferem Flávio, 14% Lula e 33% votariam em branco ou nulo.
- O Datafolha ressalva que as margens de erro para esses recortes específicos variam entre 10 e 13 pontos percentuais.
- A disputa presidencial de 2026 segue acirrada, com as pesquisas indicando um cenário de empate técnico no segundo turno.
- O histórico eleitoral brasileiro desde 1989 aponta que o vencedor do primeiro turno sempre venceu o pleito final.
A reta final da corrida presidencial de 2026 é marcada por uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto as pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno mostram um cenário de proximidade, o foco dos institutos se volta para a possível migração do eleitorado de candidatos menores em um eventual segundo turno, fator que pode ser decisivo para o resultado final da eleição.
Segundo o levantamento do Datafolha, o comportamento dos eleitores de terceiros colocados apresenta divisões significativas. Entre aqueles que declararam voto em Augusto Cury no primeiro turno, o cenário é de equilíbrio: 35% indicam preferência por Flávio Bolsonaro, 33% por Lula e 30% pretendem votar em branco ou nulo. Já no eleitorado de Ronaldo Caiado, a vantagem numérica em um segundo turno tende ao candidato da oposição, com 50% dos votos direcionados a Flávio contra 33% para o atual presidente.
O eleitorado de Renan Santos demonstra maior resistência à migração para a candidatura de Lula, com 54% dos entrevistados declarando voto em Flávio Bolsonaro, enquanto apenas 14% optariam pelo petista e 33% anulariam o voto. O instituto ressalva, contudo, que as margens de erro para esses recortes específicos são elevadas, oscilando entre 10 e 13 pontos percentuais, o que exige cautela na interpretação das projeções.
Historicamente, o Brasil mantém a tendência de que o líder do primeiro turno vença a eleição presidencial, mas a margem estreita observada nas simulações de segundo turno — onde Lula aparece com 47% e Flávio com 45% — mantém o pleito em aberto. Com cerca de 49% dos eleitores ainda admitindo a possibilidade de mudar o voto na véspera da eleição, a mobilização das bases e a taxa de abstenção no domingo serão determinantes para definir o sucessor no Palácio do Planalto.
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